Acnur deplora sequestro de 15 civis congoleses pelos rebeldes do LRA

Ouvir /

Rapto de 15 refugiados e de um cidadão do país ocorreu num acampamento de refugiados na fronteira com a República Centro-Africana; agência ajuda no aconselhamento psicossocial das vítimas retornadas.

Acampamento de refugiados na área de Zemio. Foto: Acnur/A Kitidi

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, deplorou com veemência o sequestro de cidadãos congoleses pelos rebeldes do Exército de Resistência do Senhor, LRA.

Em nota, emitida esta sexta-feira, a agência pede a libertação imediata de pessoas que ainda estão em cativeiro, após terem sido raptadas no último sábado.

Libertação

Trata-se de 15 refugiados e de um cidadão, todos congoleses, que foram abordados próximo da fronteira entre o seu país e a República Centro-Africana. Do grupo, duas mulheres e 11 homens foram libertados e dois dias depois  caminharam de volta para o acampamento de refugiados  de Zemio.

A agência recebeu relatos de que uma parte das vítimas chegou “com feridas abertas”, sendo que uma menina de 16 anos foi estuprada. Outros três rapazes refugiados continuam desaparecidos, segundo a agência.

Após a sua chegada, os recém-libertados foram imediatamente transferidos para o centro de saúde na área de Zemio onde recebem cuidados médicos.

Aconselhamento

O Acnur disse ainda que as vítimas  ainda estão em estado de choque e ansiosos para ter informações sobre os desaparecidos. Com parceiros, a agência orienta sessões de aconselhamento psicossocial para ajudar as vítimas a lidar com o trauma.

Outra medida a ser tomada é sensibilizar esforços para que os refugiados tenham informações atualizadas sobre segurança, atividades do LRA na região e riscos associados ao movimento na fronteira entre os acampamentos dos dois países.

Aldeias

De acordo com agências humanitárias, nos ataques dos rebeldes às aldeias fronteiriças, mais  de 25 sequestros teriam ocorrido.  O número corresponde apenas ao mês de fevereiro no nordeste da RD Congo.

O LRA foi formado em 1986 no Uganda e criou a sua primeira base no Sudão em 1993.  Em 2005 expandiu as suas ações para  a RD Congo. Quatro anos depois, passou a atuar no norte na rota da República Centro-Africana.

Nos últimos dois anos, o número de sequestros subiu de 346 casos para 566 casos. As ações do grupo provocaram mais de 180 mil deslocados internos. Mais de 30 mil pessoas sofreram violência perpetrada pelo grupo que teria provocado mais de 30 mil fugas em vários países da região.

*Apresentação: Denise Costa.

Leia Mais:

UA quer rede para combater uso de crianças por grupos armados

 

Compartilhe

JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
Loading the player ...

SIGA A RÁDIO ONU NAS REDES SOCIAIS

 

dezembro 2017
S T Q Q S S D
« nov    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031