Unicef alerta que ébola deixou mais de 16 mil crianças órfãs

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Agência da ONU informa que algumas delas estão a receber cuidado das próprias comunidades onde vivem; dados são relativos aos três países mais afetados pelo surto.

Mais de 16 mil crianças orfãs. Foto: Unicef

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alertou esta sexta-feira que 16,6 mil crianças perderam um ou ambos os pais ou responsáveis por causa do surto de ébola em África.

Segundo a agência da ONU, os dados são relativos aos três países mais atingidos pela epidemia Guiné, Libéria e Serra Leoa. Muitas crianças estão sendo cuidadas pelas próprias comunidades que moravam já que não têm mais nenhum parente vivo.

Medo

O diretor regional do Unicef para as regiões centro e oeste do continente, Manuel Fontaine, declarou que "a partir do momento em superam o medo do ébola, as famílias estão a mostrar um apoio incrível, fornecendo cuidado e proteção às crianças órfãs".

Fontaine disse que "isso é uma demonstração da força dos laços de parentesco e da resiliência extraordinária das comunidades num momento de grandes dificuldades".

Até meados de janeiro, o Unicef informou que 3,6 mil crianças tinham perdido ambos os pais nos três países, cerca de 3% do total.

O Fundo para a Infância tem ajudado as autoridades na identificação dos menores e fornece também proteção e cuidados médicos através de parentes, membros das comunidades ou das famílias que acolhem os menores.

Essas famílias recebem assistência financeira e material para cuidar das crianças, assim como ajuda para frequentar escolas e receber apoio psicológico.

Observação

Todos os menores que entraram em contato com pessoas com o vírus do ébola passam por um período de observação, de 21 dias, que é o tempo máximo de incubação. Depois disso, eles são liberados para os parentes.

O Unicef desenvolveu ainda uma rede de sobreviventes da doença que tem um papel importante no apoio as crianças afetadas pelo ébola.

Por terem adquirido resistência ao vírus, essas pessoas podem interagir com os menores durante o período da quarentena dando a eles o "contato físico" que normalmente não conseguiriam receber.

O representante do Unicef disse ainda que todos devem aproveitar a oportunidade para melhorar os serviços de proteção às crianças.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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