Unicef ajuda na reabertura de escolas nos países afetados pelo ébola

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Depois da Guiné Conacri, foco da agência da ONU é prestar assistência em relação às condições de segurança na Libéria; governo liberiano adiou para 16 de fevereiro o reinício das aulas.

Trabalhadores do Centro de Tratamento do Ébola na Libéria. Foto: Unmeer

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, informou que está a ajudar os governos dos países mais atingidos pelo ébola no processo de reabertura das escolas.

Segundo o porta-voz da agência da ONU, depois da Guiné Conacri, que retomou às aulas em 19 de janeiro, o foco agora é na Libéria.

Melhores Condições

O reinício do ano escolar no país estava marcado para a última segunda-feira, 2 de fevereiro, mas os Ministérios da Educação e da Saúde liberianos decidiram adiar a reabertura das escolas para o dia 16 para garantir as melhores condições possíveis de segurança para os alunos.

O Unicef e os parceiros estão desenvolvendo vários protocolos de segurança, por exemplo, equipar cada estabelecimento de ensino com equipamentos para que as crianças possam lavar as mãos na entrada da escola e em cada banheiro.

Outras medidas propostas são: checar as temperaturas de cada aluno, professor e funcionário e garantir que todas as escolas tenham acesso à água.

Além disso, a agência da ONU e os parceiros chamam a atenção para a criação de áreas de isolamento e também de um sistema de informação e de referência tanto para as famílias como para os serviços de saúde.

O Unicef enviou milhares de kits de segurança para prevenção e controlo de infecção para várias escolas de toda a região mais atingida pelo surto. Esses kits incluem termómetros, cloro, roupas, botas de borracha e luvas.

Mobilização Social

Ainda segundo o Fundo para a Infância, os esforços de mobilização social foram fundamentais para as operações de resposta. O Unicef afirma que a vitória contra o ébola será alcançada se as comunidades compreenderem a ameaça da doença e agirem de acordo com as determinações das autoridades.

Para a agência da ONU, a reabertura das escolas é muito importante. Antes da crise, o comparecimento nas escolas primárias da Libéria era de apenas 34%.

Os especialistas explicam que quanto mais tempo a criança ficar fora da sala de aula, mais difícil será o seu retorno.

Para o Unicef, sem acesso à educação, as crianças são menos resilientes e estão mais vulneráveis a vários riscos. Além disso, elas têm mais chances de estarem envolvidas em alguma forma de trabalho infantil.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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