Tanzânia: ONU quer responsáveis pela morte de bebé albino levados a tribunal

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Chefe dos Direitos Humanos quer  medidas mais fortes para proteger pessoas que vivem com a condição; Yohana Bahati, de um ano, foi encontrado morto e sem os membros no norte do país.

Cerca de 75 albinos mortos desde o ano 2000. Foto: Ohchr

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos apelou às autoridades da Tanzânia que investiguem rapidamente e levem a tribunal os autores do assassinato do bebé albino Yohana Bahati. Ele foi encontrado morto, esta terça-feira, no norte do país.

Zeid Al Hussein deplora o que considerou de crime “terrível” contra a criança de um ano. O representante pediu às autoridades do país que reforcem as suas medidas de proteção para as pessoas que vivem com a condição.

Rituais

Zeid chamou atenção ao facto de o ato ter ocorrido próximo das eleições gerais. No país, as partes do corpo das vítimas albinas seriam usadas para rituais. A nota exige o fim da violência e da discriminação às pessoas com albinismo.

No domingo, Yohana foi raptado da sua casa por cinco homens armados não identificados, que empunhavam facões. A mãe ficou gravemente ferida. O corpo do bebé foi encontrado na terça-feira, com os braços e as pernas cortados.

Pelo menos 75 pessoas com albinismo morreram desde 2000 na Tazânia devido à prática, que Zeid defende estar aparentemente aumentar. Pelo menos três incidentes similares ocorreram nos últimos dois meses, destaca a nota.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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