São Tomé e Príncipe mobiliza mundo para concerto de apoio às vítimas do ébola

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Evento será realizado na segunda-feira na Assembleia Geral das Nações Unidas; em entrevista à Rádio ONU, embaixador são-tomense na ONU manifestou a sua expectativa de que apoios venham também dos países lusófonos.

Foto: ONU/Mark Garten

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

São Tomé e Príncipe organiza, esta segunda-feira, um concerto para representantes de todo o mundo na sala da Assembleia Geral. O evento Parar o Ébola e Construir para o Futuro envolve também a Serra Leoa e várias entidades humanitárias.

As estrelas Chiek Diabaté, do Mali,  e a cantora britânica da música R&B e hip-hop Estelle estão entre os que vão desfilar no palco do evento que deve angariar apoios para as vítimas do surto que afetou severamente a África Ocidental.

Apoio

Falando à Rádio ONU,  o embaixador são-tomense junto às Nações Unidas, Carlos Agostinho das Neves, disse que a nação que representa foi movida porque “algo de mais forte deve ser feito” para o auxílio dos afetados.

“Como país africano e próximo daquela região mais afetada pelo ébola deveríamos fazer qualquer coisa para ajudar os países mais afetados: a Libéria, a Serra Leoa e a Guiné Cinacri. Nós, como vizinhos, também corremos o risco de sofrer imenso com aquilo que aconteceu nesses países, não só do ponto de vista económico e social. Poderíamos igualmente, felizmente não aconteceu até ao momento felizmente, e esperamos que não venha a acontecer que venhamos a ser afetados até por infeção direta do vírus ébola.”

Alertar Consciências

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o presidente da Assembleia-Geral, Sam Kutesa, participam no evento que segundo o diplomata são-tomense deve “ajudar a alertar consciências”.

Falando do que se espera em ofertas, Neves afirmou que ” tudo o que seja ajuda será útil”, mas destacou necessidades de órfãos, de infraestruturas e de equipamento médico. Ele falou das expectativas quanto aos países lusófonos.

Lusófonos

“Não é necessariamente neste evento que este contributo tem de vir. Pensamos que, após a realização do evento, todos os países incluindo os de língua portuguesa poderão dar o seu contributo. Há vários países lusófonos que também são africanos e que estão próximos da questão que foi tão grave. É o caso da Guiné-Bissau, de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe.”

O diplomata sublinhou ainda que o país foi forçado a adotar medidas preventivas para evitar o ébola, e que este será afetado pelos “grandes constrangimentos económicos” a que  a região estará exposta devido ao surto.

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