Relator faz novo apelo à Indonésia para que suspenda execuções

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Christof Heyns, especialista da ONU sobre direitos humanos, pede ao governo fim da pena de morte para crimes relacionados às drogas; vários presos podem ir para o corredor da morte este mês, incluindo brasileiro.

Foto: ONU/Staton Winter

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O relator especial das Nações Unidas sobre execuções extrajudiciais fez um novo apelo às autoridades da Indonésia, para que suspendam execuções agendadas para fevereiro. Christof Heyns está pedindo especificamente que pessoas condenadas por crimes de drogas não sejam enviadas ao corredor da morte.

Pelo menos oito traficantes condenados à pena de morte podem ser executados ainda este mês, incluindo o brasileiro Rodrigo Gularte. Segundo agências de notícias, em 2005, ele entrou no país com seis quilos de cocaína escondidos numa prancha de surfe.

Justiça

Heyns lembrou que pela lei internacional, a pena de morte é considerada uma forma de punição extrema e por isso, só deve ser imposta em casos de crimes muito sérios, como assassinatos, isso se houver um julgamento justo.

Apesar de vários apelos de especialistas da ONU em direitos humanos e de entidades da sociedade civil, o governo da Indonésia continua impondo a pena de morte para crimes relacionados às drogas.

Em janeiro, seis pessoas foram executadas, incluindo outro brasileiro, Marco Archer. Na avaliação do relator Christof Heyns, muitos dos acusados eram estrangeiros e não tiveram julgamentos justos, sem serviço de tradução adequada ou direito à defesa em todos os estágios do processo.

 

 

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