RD Congo: Monusco fala de pausa na cooperação em ações para deter rebeldes

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Missão de paz  anunciou investigações ao alegado envolvimento de dois altos oficiais em operações em que teriam sido cometidos abusos; missão de paz disse que ambas as partes encetam diálogo para resolver a questão.

Capacetes azuis na RD Congo. Foto: Monusco/Abel Kavanagh

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo,  Monusco, confirmou ter sido interrompida a sua cooperação com as Forças Armadas do país, Fardc.

A medida foi tomada até que se esclareça o suposto “envolvimento de dois generais em operações onde teriam sido violados direitos humanos”.

Desarmamento

Na quarta-feira, o porta-voz da operação de paz na RD Congo, Charles Bambara, fez as declarações a jornalistas na capital congolesa, Kinshasa. A informação foi veiculada pela Rádio Okapi.

O exército lançou as operações denominadas “Sokola2″ a 29 de janeiro passado, para forçar o desarmamento dos rebeldes das Fdlr de origem ruandesa.

No princípio do mês, expirou o prazo para que estas devolvessem as armas. O prazo de seis meses foi dado pelo Governo da RD Congo, pela Comunidade dos Países da África Austral, Sadc, e pela Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos, Cirgl.

Solução

O porta-voz revelou ainda que decorrem contactos entre as Nações Unidas e as autoridades da RD Congo. O objetivo é que seja encontrada “uma solução rápida para o sucesso das operações de perseguição dos rebeldes das Fdlr”.

Bangari disse que as Nações Unidas falam a uma só voz, após informações prestadas por funcionários das Nações Unidas. Ele disse haver intenção de ver a evolução do assunto pela condição de aplicar os direitos humanos adotados pela Organização das Nações Unidas.

Forças Negativas

Como referiu, vigora também o mandato que obriga a Monusco a neutralizar “as forças negativas” no país, ao mencionar as Fdlr e o grupo ADF.

O chefe da Monusco, Martin Kobbler, disse estar confiante em discussões com as autoridades congolesas sobre a continuação do apoio para perseguir os rebeldes ruandeses “em condições que não violem os direitos humanos”.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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