ONU quer que líbios se oponham a extremismo após assassinatos de cristãos

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Alto comissário de direitos humanos declarou que decapitação de 21 cristãos egípcios "foi um crime vil e brutal"; Zeid Al Hussein quer união contra ataques baseados em religião, nacionalidade, etnia ou raça.

Zeid Al Hussein. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos declarou que a decapitação em massa na Líbia de 21 cristãos egípcios foi "um crime vil baseado na religião".

Nesta terça-feira, Zeid Al Hussein fez um apelo aos líbios, para que "se unam contra extremistas que lançam ataques com base religiosa, étnica, racial, política ou em nacionalidade".

Extremistas

Segundo Zeid, os "assassinatos brutais desses homens e a tentativa de justificar e glorificar a ação num vídeo" devem ser condenados por todos, em "especial pelo povo da Líbia que deve resistir aos apelos de grupos takfiri", como ele chama os extremistas muçulmanos.

O alto comissário lembrou que "assassinar reféns é proibido sob as leis internacional e islâmica". Zeid disse ainda que não foi a primeira vez que cristãos coptas foram alvo na Líbia ou na região. Um documento recente publicado pelo Escritório de Direitos Humanos denunciou raptos de egípcios na Líbia.

Para Zeid Al Hussein, ao responder ao caso, a força aérea do Egito deve garantir respeito total aos princípios da distinção entre civis e combatentes, e entre objetos civis e militares.

Diálogo

No sábado, funcionários da ONU receberam relatos do sequestro, em Trípoli, do diretor e de um integrante da Comissão Nacional para os Direitos Humanos. Zeid pede a libertação dos dois homens e para que suas famílias conheçam seu paradeiro.

O alto comissário da ONU apela a todos na Líbia para que trabalhem por um diálogo que ponha fim ao conflito atual e que envolvam de forma construtiva o enviado especial do secretário-geral, Bernardino León.

Para Zeid, esta é a única solução e caminho para uma Líbia pacífica e próspera. Ele destacou que adotar o comportamento de extremistas muçulmanos só aumentará o sofrimento, como já visto "claramente na Síria e no Iraque".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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