ONU pede a países mais fundos para programas de desenvolvimento

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Vice-secretário-geral afirmou que "o mundo entrou na última parte crucial da agenda pós-2015 para garantir um futuro sustentável para todos"; Jan Eliasson declarou que a comunidade internacional tem a chance de fornecer uma "vida digna" a milhões de pessoas.

Jan Eliasson em debate temático de alto nível sobre a agenda de desenvolvimento pós-2015. Foto: ONU/Loey Felipe

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, afirmou esta segunda-feira que "o mundo embarcou na última parte da agenda de desenvolvimento pós-2015 para garantir um futuro sustentável para todos".

Segundo ele, essa é "uma jornada histórica para definir o conteúdo de um programa ambicioso".

Vida Digna

Eliasson fez a declaração na abertura do debate temático de alto nível sobre o assunto na sede da organização, em Nova York.

O vice-chefe das Nações Unidas, disse que "a comunidade internacional vai finalmente ter a chance de fornecer uma vida digna a milhões de pessoas".

Ele declarou que os representantes dos países presentes ao encontro vão ser testemunhas de três marcos importantes. Primeiro, a 3ª Conferência sobre Financiamento para o Desenvolvimento, que será realizada em julho, em Adis Abeba, na Etiópia.

Os outros dois são: a Conferência pós-2015, que acontecerá em Nova York em setembro, e a Conferência sobre o Clima, marcada para dezembro, em Paris.

Eliasson disse "estar claro que os padrões de investimento e financiamento atuais não vão conseguir proporcionar um desenvolvimento sustentável".

Cooperação Internacional

O vice-chefe da ONU, afirmou que para que isso possa acontecer "é necessário intensificar a cooperação internacional em várias frentes para mudar a forma do sistema de financiamento para o desenvolvimento".

Ele lembrou que o prazo para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, ODMs, expira este ano.

Eliasson disse que houve muito progresso para alcançar as metas estipuladas, como por exemplo, 90% das crianças agora têm acesso à educação primária e o acesso à água potável aumentou de forma significativa. Além disso, as lutas contra a malária e a tuberculose tiveram resultados positivos.

Mas o vice-chefe da ONU afirmou que muitos desafios ainda persistem, entre eles, 73 milhões de jovens buscam trabalho em todo o mundo. Eliasson disse que nos últimos anos, mais de 2,5 milhões de crianças em países desenvolvidos caíram na pobreza, elevando o número global para mais de 76 milhões.

Pobreza

O presidente da Assembleia Geral, Sam Kutesa, alertou que para erradicar a pobreza extrema são necessários fundos adicionais que vão de US$ 135 bilhões a US$ 195 bilhões, a cada dois anos. Isso equivale algo entre R$ 375 bilhões a R$ 542 bilhões.

Kutesa afirmou que os investimentos em infraestrutura, transporte, energia, água e saneamento podem chegar a US$ 7 trilhões por ano.

Segundo o presidente da Assembleia Geral, "a nova agenda de desenvolvimento representa o compromisso coletivo de todos os países pela humanidade e pelo planeta.

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