OMS: Quase 8,5 milhões precisam de assistência de saúde no Iêmen

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Mais de 100 pessoas morreram desde o começo do ano devido aos conflitos; Organização Mundial da Saúde cita aumento do risco de diarreia e de doenças infecciosas; insegurança alimentar no país é outra preocupação da ONU.

Insegurança alimentar no Iêmen. Foto: PMA/Fares Khoailed

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, está trabalhando com o Ministério da Saúde do Iêmen para responder às necessidades da população afetada pelo conflito.

Citando dados do Ministério, a OMS destaca que desde o início do ano, mais de 100 pessoas morreram e pelo menos 300 ficaram feridas. Os conflitos políticos afetam principalmente a capital, Sanaa.

Maior Risco

Mais de 8,4 milhões de pessoas necessitam de serviços de saúde no país, incluindo 334 mil deslocados internos na região norte. Com o acesso limitado, aumentam os riscos de mortes e de enfermidades como diarreia, infecções respiratórias e de doenças que podem ser prevenidas com a vacinação.

A OMS prevê que o número de deslocados no Iêmen possa aumentar e por isso, afirma que fornecer medicamentos e enviar equipes móveis de saúde são tarefas urgentes. A agência da ONU está trabalhando com o  Ministério da Saúde neste sentido.

Comida

Nesta terça-feira, o Programa Mundial de Alimentos, PMA, informou que as incertezas políticas e os confrontos também estão afetando a situação alimentar no país, com aumento da insegurança.

Antes da crise, 40% dos iemenitas enfrentavam insegurança alimentar e a situação para 5 milhões chegava a ser severa, segundo o PMA. A agência mantém suas operações no país, entregando comida, fornecendo assistência de nutrição e apoio para famílias rurais pobres. Em janeiro, a agência conseguiu entregar ajudar a 1 milhão de civis.

Entre o biênio 2014-2016, o PMA espera alcançar 6 milhões de pessoas no Iêmen, mas para isso, precisa de US$ 146 milhões para as operações nos próximos 12 meses.

O Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários relata que 61% da população precisa de ajuda, ou seja, 16 milhões precisam "desesperadamente de comida, de água potável e de serviços de saneamento".

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