OMS advoga uso de seringas inteligentes para evitar contaminação

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Milhões de pessoas podem ser protegidas de infecções caso este tipo de injeção seja adotado; um dos dispositivos leva seringa a quebrar em caso de tentativa de reutilização.

Foto: OMS

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Sáude, OMS, está defendendo o uso de seringas seguras para prevenir contaminações desnecessárias.

Em comunicado, a agência da ONU informou que milhões de pessoas poderiam ser protegidas de doenças infecciosas caso não houvesse a reutilização de seringas nos pacientes.

Prioridade

Segundo a OMS, somente em 2010, cerca de 1,7 milhão de pessoas contraíram o vírus hepatite B por causa do uso de seringas contaminadas. No mesmo ano houve 33,8 mil contaminações com o HIV e 315 mil com o vírus da hepatite C.

De acordo com a agência, as chamadas seringas "inteligentes" devem ser tratadas como uma prioridade urgente para todos os países. A iniciativa está sendo apoiada pela Fundação Ikea e pela Aliança de Vacinas Gavi.

Um dos dispositivos deste tipo de agulha é que na tentativa de reutilização ela quebra automaticamente. A vantagem das seringas inteligentes é também a de proteção dos trabalhadores de saúde, uma vez que muitos deles por acidente acabam feridos pela injeção e ficam expostos à infecção.

Crianças e adultos

Todos os anos, 16 bilhões de injeções são aplicadas em pacientes em todo o mundo. Cerca de 5% deste total são para vacinação de crianças e adultos e outros 5% para transfusão de sangue e contraceptivos.

O médico da Organização Mundial da Saúde Edward Kelly afirmou  que muitos pacientes preferem tomar injeções por acharem que é a forma mais eficiente de tratamento.

A OMS acredita que a nova política de campanha global para o uso de seringas inteligentes é uma estratégia a longo prazo para melhorar a segurança da aplicação de agulhas em todo o mundo. O preço ainda pode ser um fator para alguns países. De acordo com a ONU, a seringa sem segurança custa até quatro centavos de dólar, já a agulha inteligente é comprada pelo dobro do preço. A OMS acredita que doadores e parceiros internacionais podem ajudar a fazer a transição até que o preço caia com o aumento da demanda.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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