OIM presta assistência a 40 mil pessoas afetadas pelas cheias em Moçambique

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Organização Internacional para Migrações diz que região mais afetada é a da Zambézia; Pelo menos 160 mil pessoas sofrem por causa dos alagamentos que já mataram 158 pessoas no país; no Malaui, o número de deslocados internos chega a 230 mil.

Cheias. Foto: Escritório da ONU para Redução dos Riscos de Desastres/Martin Howard

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, afirmou que está a prestar ajuda a mais de 40 mil deslocados internos por causa das cheias em Moçambique.

A região da Zambézia registou o pior alagamento dos últimos anos. Pelo menos 160 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas torrenciais desde que o governo emitiu um "alerta vermelho" no mês passado.

Malária

Segundo a OIM, muitos estão a viver debaixo das árvores ou em centros de acomodações lotados, como escolas, igrejas, mesquitas e residências privadas onde casos de malária e diarreia se tornaram comuns.

A chefe do escritório da organização em Moçambique, Camila Rivero-Maldonado, disse que "a situação é crítica para várias famílias que perderam tudo, incluindo suas casas e a colheita para o ano".

Em colaboração com a Cruz Vermelha, com o Programa Mundial de Alimentação e com a ONG Concern Worldwide, a OIM está a fornecer lonas para construir abrigos, cordas e lámpadas solares, assim como ferramentas de construção.

As cheias que começaram em meados de janeiro já destruíram mais de 12 mil casas e 62 mil hectares de plantações. Pelo menos 158 pessoas morreram, sendo 134 na região central da Zambézia.

Malaui

No Malaui, os alagamentos deixaram mais de 230 mil deslocados internos na região sul do país, destruíram também casas e plantações, e afetaram a vida de meio milhão de pessoas.

O governo declarou "Estado Nacional de Emergência", ativando as operações de manejo de desastres.

Com ajuda do Fundo Central de Resposta de Emergência da ONU, Cerf, a OIM está a dar apoio a 7 mil famílias.

O coordenador da OIM no país, Sam Grundy, afirmou que "a necessidade de assistência para os deslocados internos excede a capacidade disponível no país".

As autoridades disseram que o Malaui sofre todos os anos com as cheias, mas a extensão e a severidade dos alagamentos em 2015 tiveram um impacto catastrófico nas comunidades localizadas no sul do país.

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