Número de novos casos de ebola sobe pela 1ª vez em 2015

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Declaração foi feita pelo porta-voz do secretário-geral nesta quinta-feira; Farhan Haq afirmou que a doença ainda representa "séria ameaça à África e ao mundo"; durante visita a países mais afetados, diretor de operações do Ocha disse ter ouvido que "a reta final no combate contra o ebola será a mais difícil".

Foto: Banco Mundial

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York

Segundo o vice-porta-voz do secretário-geral da ONU, o número de casos de ebola subiu pela primeira-vez em 2015.

Farhan Haq fez a declaração nesta quinta-feira em Nova York, citando a Organização Mundial da Saúde, OMS.

Ele afirmou que durante o trabalho para que se chegue a zero casos, os números podem variar, subindo ou descendo.

O porta-voz afirmou que "a estratégia implementada por governos nacionais e a comunidade internacional está funcionando", mas que o ebola não terá desaparecido de qualquer país, até que tenha sumido de todos. Ele afirmou que a doença ainda representa "séria ameaça à África e ao mundo".

Farhan Haq declarou ainda que para chegar a zero caso, todas as cadeias de transmissão devem ser monitoradas com atenção.

Reta Final

O diretor de operações do Escritório das Nações Unidas para Assistência Humanitária, Ocha, John Ging, também falou a jornalistas na sede da ONU em Nova York. Ele visitou na semana passada os países mais afetados pela doença.

Ele afirmou que ouviu diversas vezes que "a reta final no combate contra o ebola será a mais difícil".

John Ging declarou ainda que "progresso notável foi feito, mas que não se pode esquecer que é preciso apenas um novo caso para iniciar um novo surto".

Números

De acordo com os últimos dados da OMS, até o momento há 22.495 casos confirmados, prováveis e suspeitos de ebola, com 8.981 mortes.

Apesar do número de novos casos ter caído "dramaticamente" desde o pico do surto, houve aumento de novas infecções na semana passada na Guiné, Libéria e Serra Leoa.

Segundo o Ocha, ainda que o combate ao ebola permaneça prioritário, durante sua visita Ging foi informado das "imensas" necessidades humanitárias geradas pela crise nos três países.

De acordo com a agência, o surto deixou 10 mil crianças sem um ou os dois pais, muitos sobreviventes não podem voltar para suas casas por conta do estigma e o fechamento das escolas deixou mais de 5 milhões de crianças sem aulas por meses.

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