Nova iniciativa quer melhorar resultados de HIV/Sida em adolescentes

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Onusida confirma diminuição de mortes em todas as faixas etárias menos em pessoas entre 10 e 19 anos; África do Sul registou mais de 860 infeções semanais pelo vírus em  meninas; lançamento da All in foi feita no Quénia.

Logo da campanha. Imagem: Unaids

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.        

Uma nova plataforma para melhorar resultados de combate ao HIV/Sida em adolescentes foi lançada, esta terça-feira, na capital queniana Nairobi.

De acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Sida, Onusida, a ideia da plataforma  All in, é incentivar mudanças estratégicas nas políticas e envolver mais jovens nos esforços nesse sentido.

Mortes

Mais de 200 ativistas juvenis e líderes de movimentos de adolescentes estiveram presentes no lançamento, que foi presidido pelo presidente queniano Uhuru Kenyatta.

A meta do All in é acelerar a redução das mortes relacionadas com a pandemia, bem como as novas infeções pelo HIV entre adolescentes nos próximos cinco anos. Com este resultado, espera-se  contribuir para o fim da epidemia de sida até 2030.

Apesar de grandes avanços, em quase todas as áreas da resposta ao vírus, considera-se que o progresso nos adolescentes está a ficar para trás. A infeção é atualmente a principal causa de morte de adolescentes em África, estando em segundo lugar a nível do planeta.

Tratamento

De acordo com o Onusida, apenas uma em cada quatro crianças e adolescentes menores de 15 anos tem acesso ao tratamento antirretroviral. As mortes devido à sida diminuem em todas as faixas etárias, exceto entre os 10 e 19 anos.

Um outro fator importante é que as novas infeções pelo HIV entre adolescentes não estão a cair rapidamente como acontece em outros grupos etários.

Um dos exemplos é o das adolescentes da África Subsariana, consideradas as mais afetadas. Em 2013, mais de 860 meninas sul-africanas foram infetadas com o HIV semanalmente em comparação aos cerca de 170 meninos.

Líderes

Com o lançamento organizado pela Onusida e pelo Fundo da ONU para a Infância, Unicef, pretende-se “envolver, mobilizar e capacitar adolescentes como líderes e agentes de mudança social além de melhorar a recolha de dados”.

Por outro lado, pretende-se incentivar abordagens inovadoras para que adolescentes tenham serviços essenciais do vírus adaptados às suas necessidades além de colocar nas agendas políticas temas sobre o adolescente e o vírus.

Adolescentes

Grande parte dos 2,1 milhões de adolescentes que viviam com o HIV em 2013 foi infetada pelo menos há uma década. As transmissões teriam ocorrido durante a gravidez das mães, no parto ou nos primeiros meses de vida “num momento em que medicamentos antirretrovirais não estavam disponíveis”.

A agência destaca que muitos destes nunca foram diagnosticados, deixaram de ter  seguimento ou foram excluídos de programas de tratamento e cuidados.

O diretor do Unicef, Anthony Lake considerou necessário alcançar os adolescentes em falta e envolver todos os jovens no esforço para acabar com a sida nos adolescentes. Como ressaltou, não se pode atingir a meta de uma geração livre da pandemia sem o grupo.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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