Moçambique: necessários US$ 30,1 milhões para responder aos efeitos das cheias

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Objetivo é prestar assistência a cerca de 160 mil afetados na Zambézia; área equivalente a 70% da província central continua inacessível por via terrestre.

Bandeira de Moçambique

Ouri Pota, da Rádio ONU em Maputo.

A comunidade humanitária em Moçambique precisa de US$ 30,1 milhões para responder às inundações e ajudar na recuperação da província central da Zambézia.

Os fundos devem ser aplicados por agências das Nações Unidas, Cruz Vermelha e várias ONGs para apoiar cerca de 160 mil pessoas afetadas pelas cheias. A proposta responde a um pedido do Governo de Moçambique para mobilizar recursos adicionais que reforcem a atual sistema de resposta de emergência.

Estradas e Pontes

Em nota, a coordenadora-residente das Nações Unidas Jennifer Topping, apelou ao apoio as populações. As inundações na bacia do rio Licungo danificaram as estradas e pontes da província, onde cerca de 70% da província permanece inacessível por terra.

A também líder da Equipa Humanitária Nacional disse que as cheias devastaram grande parte de algumas das comunidades mais desfavorecidas e produtivas de Moçambique.

Conforme afirmou, toda a ajuda “por pequena que seja será necessária para assegurar que as pessoas não caiam ainda mais na precariedade e possam voltar quanto antes aos seus meios de vida produtivos.”

Alimentação

Os objetivos estratégicos da proposta, que abrange a resposta imediata e a fase de recuperação de 3 a 4 meses incluem a prestação de assistência imediata às vítimas das inundações como abrigo, água, saneamento e higiene, alimentação, saúde.

Outras áreas abrangidas são proteção, nutrição e educação, bem como intervenções de recuperação económica rápida.

Os fundos serão utilizados para reconstruir as casas e restabelecer os meios de subsistência perdidos, aumentar capacidade logística e operacional e para a distribuição rápida dos materiais de ajuda humanitária.

Outra vertente é o estímulo à recuperação local e o restabelecimento das atividades e mercados. O acesso limitado às áreas afetadas é considerado principal barreira para uma resposta eficaz.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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