Missão anuncia consultas antes de uma nova ronda de diálogo político na Líbia

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Unsmil pede compromisso renovado com solução pacífica para a crise; previsão é que retorno às negociações ocorra “em breve”; atentados que mataram 40 em Al-Qubbah ditaram saída da Câmara dos Deputados do processo.

Bernardino Léon. Foto: ONU/Amanda Voisard

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Missão das Nações Unidas na Líbia,Unsmil, anunciou que decorre uma série de consultas com as partes envolvidas no diálogo sobre o país. O objetivo é garantir que a próxima ronda de negociações seja realizada “em breve”.

No contacto mais recente, o representante especial do secretário-geral na Líbia, Bernardino León, conversou ao telefone com o primeiro-ministro do país, Adbullah  Al-Thinni.

Atentados

Em nota, a Unsmil destaca que as sessões foram suspensas com a saída da Câmara dos Deputados das negociações, na sequência dos recentes desenvolvimentos políticos e de segurança. A nota, emitida esta quarta-feira, destaca “particularmente os atentados terroristas na cidade de Al-Qubbah.”

Segundo agências de notícias, pelo menos 40 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, na sexta-feira, na cidade oriental líbia após um ataque atribuído a extremistas.

O apelo da Unsmil é que as partes envolvidas no diálogo  não permitam que “escape a janela de oportunidade”, daí o convite para que estas renovem o seu compromisso com uma solução pacífica para a crise da Líbia.

Acordo Político

A Unsmil esclarece ainda que as rondas decorreram num “ambiente responsável e sério com um elevado sentido de resolução e determinação” dos participantes para chegar a um acordo político global. A meta é acabar com a crise líbia e restabelecer a segurança e a estabilidade.

A Unsmil destaca que a sua intervenção no processo foi “totalmente transparente” e que as “decisões foram tomadas pelos participantes após consultas e deliberações realizadas de forma ampla e inclusiva.”

Unidade

A nota explica a convicção da organização de que acabar com a ” grave divisão política” é de fundamental importância e que a sua continuação deve ameaçar a unidade e a coesão do país.

A Unsmil considera “urgente e necessário” que se chegue a um acordo sobre um governo forte e independente, cuja prioridade seja "restaurar a confiança dos cidadãos no Estado".

Imparcialidade

O processo deve produzir propostas, a “serem aprovadas pelas partes interessadas e apoiadas pelo povo”. As decisões tomadas pelos participantes são feitas pelo consenso, declara a nota.

As Nações Unidas reiteraram o seu compromisso de facilitadoras das sessões de diálogo, além do compromisso com a unidade, a independência e a soberania através do seu trabalho com imparcialidade e objetividade.

Bernardino León explixou que um acordo político salvaguarda a unidade da Líbia e sua  capacidade de combater o terrorismo, tendo pedido o apoio público ao governo interino para a continuação do diálogo.

Morte de Ativista

Em nota separada, a Unsmil condenou o assassinato da ativista líbia Al-Hasaeri Entissar na capital Trípoli. O corpo foi encontrado na bagageira da sua viatura, na segunda-feira, juntamente com o de outra mulher.

A missão cita grupos de direitos humanos líbios e relatos de agências de notícias informando que ambas teriam sido alvejadas a tiro na cabeça. Às autoridades judiciais competentes, o apelo é que investiguem minuciosamente os assassinatos e levem os responsáveis à justiça.

A Unsmil pediu também, a segurança e a proteção de ativistas de áreas como direitos humanos, das mulheres e políticos bem como de jornalistas líbios que “têm sido alvos de assassinatos, sequestros, ameaças de morte e intimidação.”

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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