Guiné Conacri vai receber US$ 5 milhões para áreas mais atingidas pelo ébola

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FAO e Banco Mundial vão implementar iniciativas de segurança alimentar em comunidades mais afetadas pelo surto; depois de seis meses fechadas, Libéria reabriu as escolas em todo o país.

Mercado na Guiné Conacri. Foto: FAO

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, e o Banco Mundial vão lançar uma iniciativa de US$ 5 milhões para ajudar as comunidades mais atingidas pelo ébola em Guiné Conacri, no oeste de África.

Segundo a agência da ONU, milhares de pessoas que vivem em áreas rurais afetadas pelo surto vão receber treinamento sobre como prevenir a transmissão do vírus.

Renda

Outro objetivo é apoiar a população na produção de alimentos para gerar renda.

O diretor-geral assistente da FAO e representante para África, Bukar Tijani, afirmou que "os fundos são necessários para criar resiliência nas comunidades que já viviam numa situação de insegurança alimentar crónica".

Tijani disse que o problema piorou com as interrupções causadas pelo surto na mão-de-obra e na produção agrícola e nos mercados de alimentos.

Escolas

Na Libéria, depois de seis meses fechadas, o governo reabriu esta segunda-feira as escolas por todo o país.

Ao encerrar visita à região, a chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, Helen Clark, disse que a Libéria está a sair de um  "período muito traumático".

Segundo Clark, o governo e as comunidades liberianas trabalham em conjunto com o apoio de parceiros internacionais e estão a mostrar "uma coragem incrível" no combate à crise de ébola.

A chefe do Pnud disse que "ninguém ficará feliz até que não se registe mais nenhum caso da doença nos três países mais atingidos, Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa".

Mensagem

Para Clark, "a mensagem mais importante neste momento é que a solidariedade internacional com a Libéria não acabará com o fim da fase de emergência, mas sim continuará no processo de recuperação desta crise".

No final da visita ao país, a chefe do Pnud reuniu-se com um grupo de mulheres do clube de motocicletas "Panteras Côr de Rosa". Elas trabalham em mototáxis fazendo o transporte de pessoas por Monróvia, a capital.

O Pnud e a Fundação Angie Brooks trabalham com mulheres motociclistas para transformar esse serviço numa forma mais segura para as funcionárias, até mesmo no contexto do ébola.

Clark está agora na  Serra Leoa, última etapa de sua missão pelos três países mais atingidos pela doença.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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