Guia da OMS ajuda países na luta contra excesso de açúcar e sal por crianças

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Agência da ONU afirma que menores estão expostos a propaganda e comerciais na Europa que incentivam dieta ruim e consumo de gordura.

Foto: Banco Mundial/Yuri Kozyrev

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde quer ajudar países a combater os efeitos negativos de comerciais de alimentos para crianças.

Segundo o Escritório Regional da OMS na Europa, os menores no continente são incentivados a uma dieta rica em sódio, açúcar e gordura por causa de comercias e marketing de empresas alimentícias.

Internet

Um outro problema são as bebidas com teor energético, produtos com altas taxas de gordura trans e saturadas.

No guia, a OMS recomenda aos países formas de dissuadir as crianças de aderirem à dieta rica em calorias. Apesar de algumas ações de governos para restringir esste tipo de comercial, as propagandas continuam na internet, em outdoors, na TV e outros canais assistidos pelas crianças.

Com o guia da OMS, os países recebem um modelo de nutrientes para classificar os alimentos com base em sua composição nutricional. Com isso, os legisladores da Europa terão uma diretriz para determinar se um certo produto deve ou não ser comercializado para crianças.

O tema da obesidade infantil causada por dietas inadequadas é um dos focos dos especialistas em saúde e política, uma vez que a obesidade infantil está relacionada a doenças crônicas que costumam aparecer depois na vida adulta.

Plano

Especialista da OMS na Europa, Gauden Galea afirma que com os níveis da epidemia em crianças não pode haver nenhuma razão para propagandas com dietas ricas em sódio e gordura.

O guia ou modelo da agência da ONU pretende reduzir a pressão do marketing sobre os menores com uma tarefa adotada no ano passado e apoiada pelo Plano de Ação sobre Alimentação e Nutrição da OMS na Europa 2015-2020.

Atualmente, até 27% das crianças de 13 anos e 33% da faixa de 11 anos sofrem com problemas de sobrepeso. Os campeões de produtos na categoria de risco para a saúde dos menores são refrigerantes, barras de cereais adocicadas, comidas prontas e as chamadas refeições fast-food.

O modelo da OMS foi compilado em consultas com os países da Europa e é baseado nas experiências da Dinamarca e da Noruega, que restingem a propaganda de alimentos inadequados à saúde das crianças.

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