FAO alerta que crise de emergência afeta 20% dos sul-sudaneses

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Agência da ONU diz que 2,5 milhões de pessoas sofrem de insegurança alimentar por causa dos conflitos no país; especialistas afirmam que esse número é mais do dobro registrado em dezembro de 2013.

Crianças no Sudão do Sul. Foto: ONU/JC McIlwaine

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, alertou que a crise de comida está a aumentar no Sudão do Sul.

Segundo a agência da ONU, 2,5 milhões de pessoas, o equivalente a 20% da população, estão em crise ou em nível de emergência de insegurança alimentar por causa dos conflitos no sul do país.

Dobro

A FAO disse que esse número é mais do dobro registado em dezembro de 2013, quando os confrontos começaram.

Os especialistas afirmaram que além disso, outras 3,9 milhões de pessoas sofrem também de insegurança alimentar em nível mais baixo mas que podem atingir a escala de emergência se a situação piorar.

A representante da FAO no país, Sue Lautze, referiu que "a perda da colheita nas áreas mais afetadas pelos conflitos significa que a expectativa de estoque de alimentos termine no mês que vem, bem antes do que ocorre num ano normal".

Lautze declarou que nos Estados sem conflitos, a produção de alimentos deve ser suficiente para manter o resto do país, mas a falta de infraestrutura e de tecnologias estão entre os fatores que podem limitar a produção.

A FAO busca mais US$ 32 milhões para manter e expandir as operações no Sudão do Sul. No ano passado, a agência conseguiu ajudar 3,2 milhões de pessoas em todo o país.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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