Em reunião no Conselho de Segurança, Brasil pede "revitalização" do órgão

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Embaixador Antonio Patriota diz ser "a maneira de a ONU servir totalmente seu propósito e salvar as próximas gerações do flagelo da guerra"; chefe da Missão Brasileira participou de debate sobre os 70 anos da Carta das Nações Unidas.

Antonio Patriota no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Devra Berkowitz

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Para o embaixador do Brasil na ONU, a comunidade internacional precisa atualizar suas estruturas de governança nas áreas de paz e segurança. A declaração de Antonio Patriota foi feita ao Conselho de Segurança, esta segunda-feira, num debate aberto sobre os 70 anos da Carta das Nações Unidas.

Segundo Patriota, "o sistema atual está sendo testado por desafios contemporâneos, pelo unilateralismo e por sérias falhas de resposta a crises."

"Falta de ação"

A reunião de alto nível foi realizada pela presidência rotativa da China, neste mês de fevereiro. Participaram vários ministros e secretários de Estado incluindo o vice-chefe da diplomacia angolana, Manuel Domingos Augusto.

O embaixador brasileiro afirmou ser ugente ponderar "o alto custo da falta de ação", reafirmar os princípios da Carta das Nações Unidas e trabalhar pela reforma do Conselho de Segurança.

Em inglês, Antonio Patriota explicou que o Brasil compartilha, com outros países-membros, a "convicção de que o aniversário de 70 anos da ONU fornece uma oportunidade que não pode ser perdida: a de atualizar o quadro da segurança coletiva".

Crises humanitárias

Segundo ele, para reafirmar os princípios e propósitos da Carta da ONU e manter a ordem internacional, é preciso "revitalizar o Conselho de Segurança". Para o embaixador do Brasil, só assim as Nações Unidas servirão seu propósito e vão salvar as futuras gerações do flagelo da guerra.

No seu discurso, Antonio Patriota destacou ainda que apesar da Carta da ONU, a ordem internacional está sendo "corroída, com estratégias que favorecem o uso da força apesar da diplomacia, e com conceitos errados de moral piorando crises humanitárias".

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que discursou na abertura da reunião, afirmou que sem as Nações Unidas "as últimas sete décadas teriam sido muito mais sangrentas".

Já o representante de Angola, em entrevista à Rádio ONU, afirmou que seu país tem uma grande contribuição a dar para o debate da paz e da segurança pela experiência que tem em resolução e em prevenção de conflitos.

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