Crise de alimentos piora no Sudão do Sul e já afeta 2,5 milhões de pessoas

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Alerta foi feito pela FAO em comunicado divulgado nesta sexta-feira; número representa mais que o dobro de pessoas em insegurança alimentar em 2013; agência procura US$ 32 milhões para manter e expandir operações no país.

Insegurança alimentar no Sudão do Sul. Foto: PMA/Debbi Morello

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, alertou para uma piora da crise alimentar no Sudão do Sul.

Segundo a agência da ONU, o número de pessoas afetadas representa mais que o dobro do registado em 2013, quando começou o conflito.

Relatório

Cerca de um quinto da população sul-sudanesa, ou 2,5 milhões de pessoas, estão a viver em situação de insegurança alimentar.  Uma das razões é a continuação dos combates, de acordo com o relatório sobre o tema, IPC, publicado esta semana. A agência está a procurar US$ 32 milhões para manter e expandir as suas operações no país.

A FAO informa que mais 3,9 milhões de pessoas estão a viver à beira da insegurança alimentar. Algumas podem entrar em crise ou emergência caso falhem o apoio à subsistência e outros fatores de garantia de alimentos.

A representante da agência no Sudão do Sul, Sue Lautze, afirmou que o facto de as colheitas terem sido afetadas nas áreas de conflito levaram à ameaça de escassez dos estoques de comida, o que pode ocorrer até o fim deste mês.

Tecnologia

Os especialistas estão preocupados com um agravamento da crise entre abril e julho deste ano, quando as fracas colheitas chegarem a um momento de pico.

Já os estados sul-sudaneses que não estão a passar por conflitos, entre eles Equatoria Central e do Sul, registam grande potencial de produção de alimentos para o resto do país. Mas a falta de infraestrutura como tecnologia e transportes estão entre os fatores que limitam a distribuição e produção.

Para a FAO, é preciso continuar a investir na entrega de ajuda humanitária para evitar a piora da situação nas áreas mais afetadas, mas também aumentar a produção e as economias locais em regiões mais estáveis.

Com a intensificação dos combates nos estados do norte como Jonglei, Unidade e Alto Nilo até 80% das pessoas ficaram impedidas de plantar e colher na última estação.

*Apresentação: Denise Costa.

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