Conferência sobre Desarmamento da ONU realiza sessão pública nesta terça-feira

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Delegações e especialistas em Genebra tentam avançar com a agenda para eliminação de todas as armas nucleares; em entrevista à Rádio ONU, ex-alto representante para Assuntos de Desarmamento das Nações Unidas, Sérgio Duarte, diz que papel das Nações Unidas é fundamental na condução do debate.

Foto: ONU/Tobin Jones

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Conferência sobre Desarmamento, que ocorre em Genebra, na Suíça, realiza nesta terça-feira uma sessão pública. Iniciada no mês passado, a primeira parte da Conferência continua com o debate sobre o contole multilateral de armas e os problemas do desarmamento.

Entre os presidentes rotativos da sessão atual estão México, Marrocos e Nova Zelândia. Os resultados da Conferência são relatados à Assembleia Geral anualmente. Nesta entrevista à Rádio ONU, o ex-alto representante para Assuntos de Desarmamento das Nações Unidas, Sérgio Duarte, falou sobre os avanços das últimas décadas no setor.

Estimativa

"A gente tem de pensar que desde o auge da Guerra Fria, as duas potências tinham uma estimativa de 65 mil a 70 mil armas nucleares. Hoje, este número é estimado em cerca de 16, 17 mil. Então houve uma redução ao longo do tempo, não por acordo. As armas foram ficando obsoletas, o clima foi se distendendo. Então houve uma redução normal, digamos, paulatina", avaliou.

O embaixador Sérgio Duarte lembrou ainda o clima de otimismo da comunidade internacional gerado pelo acordo bilateral Estados Unidos e Rússia, cuja entrada em vigor completa quatro anos neste 5 de fevereiro.

Motivos

"Naquela época, estimava-se em 25 mil, 30 mil, o número de armas em poder dos dois. Hoje, se estima entre 16, 17 mil, então eles vieram destruindo. Infelizmente, porém de lá para cá, o clima de distensão entre as duas grandes potências desapareceu, por vários motivos. Especialmente pelo que ocorreu na Ucrânia, na Crimeia", afirmou.

Diplomata brasileiro aposentado, Sérgio Duarte deixou o Departamento de Desarmamento das Nações Unidas no início de 2012. Ele foi substituído pela atual subsecretária-geral da área, Angela Kane.

No último dia 26 de setembro, quando a ONU marca o Dia Internacional para Eliminação Total de Armas Nucleares, o secretário-geral Ban Ki-moon afirmou que um dos maiores legados que se pode deixar para as futuras gerações é o desarmamento nuclear.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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