Comissão da ONU analisa desaparecimentos forçados no México

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Presidente do comitê cita diálogo construtivo durante período de "circunstâncias dramáticas" no país; 43 estudantes continuam desaparecidos desde setembro; Nações Unidas condenam assassinato de jornalista que havia sido sequestrado.

Sede da ONU em Genebra. Foto: ONU/Violaine Martin

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.*

A Comissão da ONU sobre Desaparecimentos Forçados iniciou uma nova sessão esta segunda-feira, no Palácio das Nações em Genebra. Desta vez, serão analisados casos do México, da Sérvia e da Armênia. Os encontros seguem até o dia 13.

Na abertura da sessão, o presidente da Comissão destacou ter esperança de um "diálogo construtivo com o México". Para Emmanuel Decaux, a análise pode ser "frutífera, especialmente num momento de circunstâncias dramáticas no país".

Protestos

Segundo agências de notícias, 43 estudantes estão desaparecidos no país desde setembro e há a suspeita de que eles possam estar mortos. O caso levou milhares de pessoas a protestarem nas ruas da Cidade do México na semana passada.

À Comissão sobre Desaparecimentos Forçados, a representante da Procuradoria Geral mexicana lembrou que as vítimas são pessoas reais e que "mães, filhas, maridos e esposas tiveram seus projetos de vida destruídos".

Dados Oficiais

Segundo Eliana Garcia, o México está criando um cronograma detalhado de pessoas desaparecidas, mas reconheceu que muito mais precisa ser feito até que um registro confiável esteja disponível para todo o país.

O especialista da ONU em direitos humanos, Rainel Huhle, declarou que parece não haver dados oficiais sobre o número de pessoas desaparecidas no México.

Também esta segunda-feira, a diretora da agência das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura, Unesco, condenou o assassinato de um jornalista mexicano.

Moisés Sánchez Cerezo foi encontrado morto no dia 24 de janeiro, três semanas depois de ter sido sequestrado. Para Irina Bokova, o assassinato foi um ataque "inaceitável ao jornalismo, profissão que abraça o direito à liberdade de expressão". Bokova pede às autoridades mexicanas que investiguem o crime e encontrem os responsáveis.

*Com reportagem de Daniel Johnson, da Rádio ONU em Genebra.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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