Banco Mundial apresenta Memorando Económico a líderes da Guiné-Bissau

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Órgão promete seguir novo caminho para a prosperidade do país;  Bissau quer ter o documento como base para o diálogo com doadores e parceiros; conferência em Bruxelas deve angariar apoio internacional a 25 de março.

Bandeira da Guiné-Bissau

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Banco Mundial apresentou o Memorando Económico da Guiné-Bissau ao governo do país lusófono. O diagnóstico analisa restrições de desenvolvimento de cada setor e recomenda opções sobre o caminho a seguir, disse o órgão.

Num encontro realizado recentemente na Ilha Rubane, o primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, disse que o documento tem princípios que coincidem com a visão da Guiné-Bissau.

Potencial

O chefe de governo considerou tranquilizador o facto de o país estar no caminho certo. Além de representantes do órgão, o encontro teve a participação de mais 15 funcionários governamentais do país.

O Banco Mundial destaca que a Guiné-Bissau tem um enorme potencial de desenvolvimento, apesar de cerca de 70% da população viver atualmente com dois dólares norte-americanos por dia.

O órgão realça que o país “está a mostrar sinais claros de apreciação da estabilidade”, tendo por isso prometido acompanhar o que chama de “embarque para um novo caminho para a prosperidade”.

O ministro guineense da Economia e Finanças disse que o documento expõe o que deve ser feito ao longo do próximo ano. Geraldo Martins destacou que este deve ser usado no diálogo com doadores e parceiros para atingir os objetivos de desenvolvimento.

A 25 de março, o governo participa numa reunião de doadores em Bruxelas, em busca do apoio da comunidade internacional.

Oportunidades

O Banco Mundial e a Guiné-Bissau também analisaram desafios e oportunidades em áreas como gestão macroeconómica, governação, infraestrutura, turismo, desenvolvimento humano, energia, agricultura, clima de investimento, biodiversidade e indústria extrativa.

Para o órgão, o evento foi importante para reforçar a confiança mútua e transmitir ao governo e ao povo o auxílio ao desenvolvimento dado antes e depois do golpe de Estado e após o período de transição.

O diagnóstico envolve setores como mineração, biodiversidade e transportes. As perspetivas do Banco Mundial são otimistas em relação à instabilidade, crescimento e combate à pobreza, com a restauração de constitucional e da ordem democrática na sequência do golpe militar de 2012.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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