Ban saúda libertação de jornalistas da Al Jazeera sob fiança no Egito

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Secretário-geral disse esperar resolução urgente dos casos de Mohamed Fahmy e Baher Mohamed; profissionais foram soltos duas semanas depois do australiano Peter Greste; os três profissionais foram condenados no mesmo processo.

Proteção de liberdades de expressão e de associação. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon  saudou a decisão das autoridades egípcias de libertar, sob fiança, os jornalistas Mohamed Fahmy e Baher Mohamed da rede Al Jazeera.

De acordo com agências de notícias, um tribunal do país deu uma ordem para a sua libertação na quinta-feira, até a realização de um novo julgamento este mês.

Obrigações

Em nota, emitida pelo seu porta-voz, o chefe da ONU disse esperar que os dois casos, assim como os de outros jornalistas detidos sejam resolvidos rapidamente.

As agências noticiosas citam estimativas de ONGs a dar conta da existência de 15 jornalistas atrás das grades no país. No mundo, 165 profissionais do setor estariam encarcerados.

Ban pede ainda uma solução conforme as “obrigações internacionais do Egito de proteger as liberdades de expressão e de associação”.

Detenção

A libertação de ambos ocorre duas semanas depois da soltura do terceiro profissional do caso, o australiano Peter Greste. Eles foram detidos a 29 de dezembro de 2013, após terem sido acusados de divulgar informações falsas e do suposto apoio ao já banido movimento político Irmandade Muçulmana. Eles negam as acusações.

As condenações foram anuladas a 1 de janeiro passado, quando um tribunal decidiu realizar o novo julgamento a 23 de fevereiro.

Sentença

No primeiro veredicto Greste, da Austrália, e Fahmy que é canadiano de origem egípcia, foram condenados a sete anos de prisão. Já o egípcio Mohamed foi sentenciado a 10 anos por mais uma acusação que envolve posse de armas.

Peter Greste e Mohamed Fahmy foram detidos numa operação policial num hotel do Cairo. Baher Mohamed foi preso preso em casa. Os três jornalistas negaram todas as acusações.

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