Ban diz que ONU trabalha com meta de "zero infecções" de ebola até abril

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Secretário-geral afirmou que compromisso foi firmado esta semana pelos presidentes da Guiné, da Libéria e de Serra Leoa; grupo reúne líderes de países cortados pelo Rio Mano.

Ban Ki-moon durante reunião sobre o ebola. Foto: ONU/Devra Berkowitz

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou esta quarta-feira que as Nações Unidas estão acelerando os trabalhos para alcançar a meta estipulada pelos presidentes dos três países africanos mais afetados pelo ebola de registrar "zero infecções em 60 dias".

O compromisso foi firmado no último domingo na Cimeira de Líderes da União do Rio Mano. O grupo ganhou o nome por causa do rio que atravessa a Guiné, a Libéria e Serra Leoa.

Sob Controle

Falando em francês na Assembleia Geral, Ban afirmou que uma resposta forte e eficaz pode deixar o surto sob controle até meados de abril. Segundo ele, "2015 tem registrado um declínio no número de novos casos de ebola na Guiné, Libéria e Serra Leoa".

Segundo o chefe das Nações Unidas, "o mundo está hoje diante de um ponto crítico. A tendência da epidemia mudou.

Mas Ban deixou claro que se as comunidades, governos e parceiros não ficarem vigilantes, realizarem práticas inseguras e se os doadores não financiarem esse impulso final, o surto pode voltar.

Ele lembrou que "muito progresso foi alcançado até agora e que há muita coisa em jogo para que se possa dar ao luxo da complacência. É importante terminar o trabalho".

O secretário-geral declarou que a Libéria, que já foi o país mais afetado com centenas de casos por semana, agora registra menos de cinco infecções no mesmo período. A incidência continua aumentando na Guiné e em Serra Leoa.

Contato

Ban disse que mais da metade desses novos casos não teve nenhum contato com pessoas doentes. Ele explicou que "retrocessos podem acontecer rapidamente após alguns avanços no combate ao vírus".

Ele citou alguns desafios com a chegada da temporada de chuvas na região, como por exemplo o surgimento de novas doenças e o difícil acesso pelas estradas.

O secretário-geral declarou que a comunidade internacional deve ajudar os países atingidos pelo surto a se tornarem mais resilientes. Segundo ele, "o ebola não deve tomar posse da região novamente".

Redução

O enviado especial do secretário-geral sobre ebola, David Nabarro, falou sobre a redução dos casos.

Nabarro disse que atualmente estão sendo registrados 10% dos casos vistos em setembro. Para ele, é tentadora a ideia de que o mundo está quase lá para controlar o surto.

Ao mesmo tempo o enviado especial disse que a parte mais difícil é fornecer tratamento e cuidados a esses doentes e traçar todos os contatos mantidos por eles com outras pessoas.

Nabarro explicou que as equipes da ONU estão trabalhando numa área que corresponde ao tamanho da França, com 63 governos municipais.

O enviado especial disse que as Nações Unidas têm de ter equipes em todas essas áreas, que possam avaliar e encontrar pessoas que tenham a doença e levá-las para tratamento.

Mas ele citou que o trabalho não termina quando as autoridades atingirem "zero caso" da doença.

Nabarro afirmou que o próximo passo é a recuperação dos serviços básicos da região, como por exemplo os setores de educação e saúde.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 18 DE DEZEMBRO DE 2017
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