Ban disse que Boko Haram precisa de mais do que resposta militar

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Secretário-geral quer que sejam abordadas queixas legítimas, abusos e causas profundas do conflito; nota encoraja força conjunta dos países da Bacia do Lago Chade e o Benim.

Ban Ki-moon. Foto: ONU/Mark Garten

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral das Nações Unidas disse estar convicto de que uma abordagem militar, por si só, não será suficiente para combater os insurgentes do Boko Haram.

Em nota, emitida esta sexta-feira, Ban Ki-moon defende que devem ser tidas em conta as “queixas legítimas, violações dos direitos humanos passadas e atuais além das causas profundas do conflito”.

Ameaça

Para o chefe da ONU, a abordagem destas várias dimensões vai permitir responder de forma eficaz à ameaça do Boko Haram à paz e à segurança regionais bem como para as populações locais.

O responsável reiterou a sua firme condenação aos “contínuos ataques indiscriminados e horríveis” do grupo a civis nos Camarões, no Chade, e no Níger.  Ban Ki-moon considerou “particularmente abominável” o sequestro e o uso de crianças, incluindo como “homens-bomba”.

A nota foi publicada horas depois de agências de notícias terem anunciado a morte de 32 pessoas em ataques no norte da Nigéria. Em Biu, um dos atacantes matou pelo menos 17 pessoas num autocarro. Já em Jos, três bombas foram lançadas de uma viatura para uma estação rodoviária e uma universidade.

Medidas

O secretário-geral disse estar encorajado pelas medidas positivas para operacionalizar uma força conjunta tomadas pelos países da Comissão da Bacia do Lago Chade e o Benim, com o apoio da União Africana. O objetivo é combater a ameaça do Boko Haram na sub-região.

Ban Ki-moon insta aos Estados envolvidos a garantir que todas as medidas para combater a “ameaça terrorista do grupo sejam tomadas” conforme leis internacionais de direitos humanos, o direito humanitário e dos refugiados.

Prioridade

A preocupação é com o impacto das operações de combate sobre as populações, daí o apelo aos países da região para darem a máxima prioridade à proteção dos refugiados, repatriados e deslocados internos.

Ban disse que as Nações Unidas ONU estão a estender as suas operações humanitárias e a aumentar a monitorização dos direitos humanos nos países afetados.

 

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