Após naufrágio de 300, Acnur diz que salvar vidas dever ser prioridade da UE

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Centenas de migrantes, no norte da África, podem ter perdido a vida na tentativa de entrar na Europa, alerta agência da ONU.

Foto: Acnur/F.Rossi

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Alto Comissariado das Nações Unidas, Acnur, afirmou que a prioridade da União Europeia, EU, deve ser "salvar vidas."

A afirmação consta de um comunicado, emitido nesta quarta-feira, após um naufrágio no Mediterrâneo.  Os passageiros haviam saído da Líbia, no norte da África, no fim de semana. Há relatos de quatro embarcações irregulares deixaram o país a caminho da Europa.

Frio

No naufrágio desta quarta-feira, 300 pessoas podem ter morrido. Agências de notícias informaram que as temperaturas severas deixaram o mar agitado, fazendo virar os barcos, que transportavam mulheres, crianças e homens.

Este é o segundo incidente que termina com morte de migrantes que tentam  entrar na Europa. Na segunda-feira 29 pessoas da África Subsaariana morreram de frio perto da Ilha de Lampedusa.

Um dia antes da tragédia desta quarta-feira, a Rádio ONU perguntou ao especialista do Acnur, José Fischel, o que pode ser feito para evitar essas mortes.  De Paris, Fischel falou sobre algumas recomendações do Acnur aos países.

Direitos humanos

"No que diz respeito ao países de origem, são aqueles de onde essas pessoas vêm. O segundo bloco é aquele dos países de trânsito. O trabalho da comunidade internacional é muito importante nesses países no sentido de garantir a proteção dos direitos humanos. A terceira atividade é aquela que diz respeito aos países de destino. Os países europeus têm que, sim, resgatar as pessoas em alto mar e após isso eles devem fazer uma análise no que diz respeito à solicitação de refúgio".

Após o naufrário desta quarta-feira, o Acnur informou que nove sobreviventes que chegaram à Ilha de Lampedusa poderiam ser da África Ocidental.

No ano passado, mais de 3,5 mil pessoas morreram em travessias semelhantes da África para o Mediterrâneo em embarcações irregulares.

Em comunicado na terça-feira, a Organização Internacional para Migrações, OIM, afirmou que o fluxo de migrantes irregulares para a Europa deve continuar subindo por causa de conflitos e guerra em várias partes do mundo.

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