Agências internacionais de ajuda alertam que não podem fracassar em Gaza

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ONU e ONGs estrangeiras disseram que "a volta das hostilidades é inevitável se nenhum progresso for alcançado"; organizações estão preocupadas com o pouco progresso alcançado na reconstrução da região seis meses depois do fim do conflito entre israelenses e palestinos.

Destruição em Gaza. Foto: Unrwa

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Trinta agências internacionais de ajuda alertaram que "não podem fracassar em Gaza".

Em comunicado conjunto, agências da ONU e ONGs estrangeiras em operação na região disseram que estão preocupadas com o pouco progresso alcançado na reconstrução da área seis meses depois do fim do conflito entre as forças israelenses e grupos armados palestinos.

Bloqueio

As agências citam também a lentidão das autoridades para lidar com as raízes dos problemas na região.

A nota menciona que o bloqueio israelense continua, os processos político e econômico estão paralisados e as condições de vida dos palestinos pioraram.

Além disso, a reconstrução e os reparos de milhares de residências, hospitais e escolas destruídos no conflito estão muito lentos. As agências de ajuda disseram que grupos armados palestinos retomaram os lançamentos de foguetes contra Israel.

No geral, as organizações afirmam que a falta de progresso aprofundou os níveis de desespero e frustração entre a população, sendo mais de dois terços de refugiados palestinos.

O comunicado diz que as condições de vida em Gaza já eram difíceis antes do conflito. A maioria dos residentes não tinha condições de obter os alimentos necessários para sobreviver e os sete anos de bloqueio comprometeram severamente o acesso da população a serviços básicos, incluindo à saúde, à água e ao saneamento.

Deslocados

As agências declararam que aproximadamente 100 mil palestinos continuam deslocados neste inverno no hemisfério norte. Eles estão em escolas e em abrigos que não estão preparados para receber pessoas por um longo período.

Os cortes de energia duram até 18 horas por dia e com as severas restrições de movimento na região, 1,8 milhão de pessoas não podem deixar a área.

As crianças são as que mais sofrem sem acesso à educação. Mais de 400 mil menores necessitam de apoio psicológico imediato.

A comunidade internacional não está fornecendo a assistência adequada à Faixa de Gaza. Segundo as agências de ajuda, muito pouco dos US$ 5,4 bilhões prometidos na reunião de doadores no Cairo, Egito, chegou às mãos dos que necessitam.

As autoridades alertaram que "a volta das hostilidades é inevitável se nenhum progresso for alcançado".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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