Acnur quer restabelecer operação de busca e salvamento no Mediterrâneo

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Alto comissário da ONU para refugiados pediu a União Europeia que mude a estratégia para lidar com as travessias de barco pela região; António Guterres afirmou que o objetivo deve ser o de salvar vidas.

Embarcação na Ilha de Lampedusa. Foto: Acnur/F. Fossi

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, pediu a União Europeia que restabeleça uma operação de busca e salvamento no Mediterrâneo.

A declaração foi feita depois das tragédias ocorridas com barcos que faziam a travessia pela região e causaram a morte de centenas de pessoas.

Inadequada

O chefe do Acnur, António Guterres, disse que "após os eventos desta semana, não há dúvidas de que a Operação Triton é uma substituta totalmente inadequada para a Operação Mare Nostrum, realizada pela Itália.

Guterres afirmou que "o objetivo é salvar vidas. É necessária uma robusta operação de busca e salvamento no Mediterrâneo e não apenas uma patrulha de fronteiras".

Segundo o Alto Comissariado, a travessia do Mediterrâneo por migrantes é algo antigo, mas 2014 registou um aumento drástico no número de refugiados que embarcam nessa aventura.

Essa alta foi causada principalmente por conflitos na Síria e nas regiões do Corno de África e em partes de África Subsaariana.

Pelo menos 218 mil pessoas atravessaram o Mediterrâneo em embarcações inseguras no ano passado, 3,5 mil morreram na tentativa.

Mare Nostrum x Triton

Para tentar combater o problema, o governo Italiano lançou a operação Mare Nostrum, que segundo a ONU, ajudou a salvar centenas de vidas.

Desde o início, o Acnur expressou preocupação quanto ao fim da operação italiana sem uma outra estratégia de busca e salvamento para substituí-la. A operação Triton tem como foco a vigilância das fronteiras com a possibilidade de contribuir em esforços de resgate.

Guterres disse que se isso não for criado, "é inevitável que mais pessoas morram tentando chegar a Europa".

Esta semana, pelo menos 300 pessoas morreram ou estão desaparecidas em acidentes envolvendo quatro barcos que levavam aproximadamente 100 passageiros, cada um.

Eles partiram no fim de semana da Líbia e tinham como destino a Europa. Uma dessas embarcações ainda não foi encontrada.

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