Unicef e OMS sugerem fim do surto de pólio na Síria e no Iraque

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Nos dois países, 38 crianças ficaram paralisadas, gerando medo de uma nova epidemia no Oriente Médio; segundo agências da ONU, o último caso na Síria ocorreu há um ano e o Iraque não apresenta nenhum registro há nove meses.

Vacinação contra a poliomielite. Foto: Unicef

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Duas agências da ONU acreditam que após uma campanha de imunização de emergência, é possível que o surto de poliomielite tenha sido encerrado no Oriente Médio.

O surto deixou 38 crianças paralisadas na Síria e no Iraque no ano passado, gerando medo de uma epidemia na região. Nesta quarta-feira, o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, e a Organização Mundial da Saúde, OMS, destacaram que a Síria está sem nenhum caso de pólio há um ano e o Iraque registrou o último caso há nove meses.

Conflitos

Após as primeiras confirmações, foi iniciada uma campanha de vacinação que beneficiou 27 milhões de crianças em oito países. A diretora do Unicef para o Oriente Médio afirmou que "em condições normais, seria possível declarar o fim do surto de pólio".

Mas Maria Calivis destaca que com os conflitos na região, o Unicef segue trabalhando para garantir que as crianças continuem recebendo proteção contra a pólio.

Mais Esforços

Especialistas em saúde participaram de uma reunião sobre o surto em Beirute, no Líbano, no começo da semana. Foi reforçado que com a violência na Síria e no Iraque, existe o sério risco das equipes de saúde não conseguirem alcançar todas as crianças que precisam de vacina e por isso, é essencial continuar com as campanhas de imunização.

Já o gerente para Erradicação da Pólio da OMS afirmou que "não há tempo para relaxar". Segundo Chris Mahel, apesar do sucesso até agora, a agência continua trabalhando com governos, autoridades locais e ONGs para garantir que todas as crianças da região estejam totalmente protegidas contra a doença.

Na reunião em Beirute, foi criado um plano para os próximos seis meses, com foco no reforço das campanhas de vacinação e na identificação de crianças que não foram beneficiadas devido ao conflito ou ao deslocamento da população.

Participaram do encontro especialistas dos Ministérios da Saúde de vários países, incluindo Iraque, Irã, Jordânia, Líbano e Síria, além de equipes da OMS, do Unicef e da Fundação Bill e Melinda Gates.

Segundo a OMS, a pólio ainda é endêmica na Nigéria, no Paquistão e no Afeganistão.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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