Unesco condena ataque a revista em Paris que matou pelo menos 12 pessoas

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Chefe da agência da ONU disse estar "horrorizada com atentado chocante" contra semanário Charlie Hebdo; segundo agências de notícias, dois homens encapuzados invadiram local com rifles.

Foto: Unesco

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, afirmou estar "horrorizada" com o ataque à redação da revista francesa Charlie Hebdo, ocorrido na manhã desta quarta-feira, em Paris.

Segundo agências de notícias, pelo menos 12 pessoas morreram após homens encapuzados invadirem o local e dispararem contra os funcionários da revista. Ainda de acordo com a mídia, os autores do ataque conseguiram fugir. Entre os mortos, estariam também dois policiais.

Liberdade

Segundo a mídia local, a revista já havia sido ameaçada por grupos radicais islâmicos. E o editor-chefe andava com proteção policial.

Para a chefe da Unesco, Irina Bokova, o caso é mais do que uma "tragédia pessoal". Segundo ela, foi um "ataque contra a mídia e contra a liberdade de expressão".

União

Bokova afirma que a comunidade internacional "não pode permitir que extremistas silenciem a liberdade e o fluxo de opiniões e de ideias". A diretora-geral da Unesco pediu que os responsáveis pelo atentado sejam encontrados e julgados e que todos "se unam por uma imprensa livre e independente".

Em Paris, o presidente da França, François Hollande, visitou o local do ataque e declarou ter sido "um ato excepcional de barbárie". Hollande afirmou ainda que "ninguém pode atacar os valores fundamentais da França" de liberdade e pediu união nacional. Ele convocou uma reunião ministerial de emergência.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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