Secretário-geral diz que é preciso interromper o avanço do Boko Haram

Falando a jornalistas em Adis Abeba, Ban Ki-moon afirmou que terrorismo e outras ameaças transnacionais continuam a ser desafio a todos; ele declarou que a "colaboração sobre paz e segurança é um dos elementos mais importantes da parceria da ONU com a União Africana"

Ban Ki-moon em encontro da União Africana. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Falando a jornalistas em Adis Abeba, na Etiópia, o secretário-geral da ONU afirmou que terrorismo e crimes e ameaças transnacionais permanecem um desafio para todos. O chefe da ONU participou de encontro da União Africana.

Ban Ki-moon declarou que "a campanha assassina" travada pelo Boko Haram exige ação mais forte e coordenada de todos. Ele disse ser preciso "interromper o avanço deste grupo terrorista".

Força-Tarefa

Ban disse que esforços regionais e internacionais devem concentrar-se na proteção de comunidades no norte da Nigéria e além-fronteiras. Ele disse ainda que mais de um milhão de deslocados internos e refugiados devem poder voltar para as suas casas.

O secretário-geral afirmou apoio às ações da União Africana para criar uma força-tarefa conjunta multinacional e repetiu seu pedido pela libertação imediata e incondicional dos que foram raptados, particularmente as meninas em Chibok, em abril do ano passado.

Colaboração

Ban afirmou que "a colaboração nas áreas de paz e segurança é um dos elementos mais importantes da parceria da ONU com a União Africana". Ele destacou que mais de 80% dos boinas azuis da organização são enviados ao continente.

Ele afirmou que os esforços conjuntos com parceiros regionais trouxeram avanços em Burquina Fasso, Mali, República Centro-Africana, Somália e Sudão do Sul e que é preciso continuar neste caminho e trabalhar ainda de forma mais próxima.

Ébola

Ainda falando a jornalistas, Ban abordou a questão do ébola e disse que este ano o continente africano enfrentou um de seus desafios mais "assustadores".

Ele saudou o trabalho feito em conjunto para combater a doença e chamou de "exemplo inspirador" a colaboração nacional, regional e internacional sobre a questão.

Ban mencionou sua viagem aos países afetados pelo vírus e disse ser preciso continuar a demonstrar a mesma solidariedade até que o ébola tenha sido eliminado de todos os países e através da próxima fase de recuperação.

Eleições

O chefe da ONU mencionou também que em diversos países africanos haverá eleições este ano.Ban afirmou que a ONU e a União Africana vão trabalhar juntas para apoiar os Estados-membros a organizarem pleitos "pacíficos e credíveis".

Ele apelou aos líderes na África e ao redor do mundo que respeitem limites constitucionais e legais de seus mandatos. Ban pediu a eles ainda que ouçam seus povos e respeitem seus desejos e aspirações expressados através do processo democrático.

Entre outros assuntos, Ban falou também sobre mudanças climáticas. Ele abordou ainda as Missões de Paz da ONU, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a agenda pós-2015.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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