RD Congo: Conselho de Segurança quer arranque de ações militares contra Fdlr

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Órgão quer que  rebeldes sejam neutralizados para proteger civis; Estados-membros estão dispostos a considerar sanções contra apoiantes do grupo armado.

Capacetes azuis na RD Congo. Foto: Monusco/Abel Kavanagh

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança defendeu esta quinta-feira que os rebeldes das Forças Democrátias de Libertação do Ruanda, Fdlr, que atuam na República Democrática do Congo, sejam neutralizados com um início imediato de ações militares.

As declarações foram prestadas, esta quinta-feira, pelo embaixador do Chile junto à ONU.  Cristián Barros Melet  liderou o encontro do órgão na sua qualidade de presidente deste mês.

Intervenção

Num discurso em espanhol, o diplomata reiterou a necessidade de que sejam postos em marcha, de forma sustentada, os planos das Forças Armadas da RD Congo, Fardc, e da Missão da ONU no país, Monusco, através da sua colaboração na Brigada de Intervenção.

O Conselho diz ter tomado conhecimento de que  governo congolês referiu, esta semana, que o inicio imediato de operações militares contra as Fdrl era uma ação  inevitável.

O órgão  realça ainda a colaboração da Conferência Internacional dos Países dos Grandes Lagos, Cirgl, da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral, Sadc, e a Monusco.

Presidente Kabila

Mas o pedido às autoridades congolesas e ao presidente Laurent Kabila é que aprovem imediatamente e apliquem a diretiva conjunta da Monusco e das Forças Armadas, Fardc.

A todas  as partes, incluindo os países que contribuem com tropas à missão da ONU, o apelo é que apoiem a operação militar para neutralizar as Fdlr. O Conselho justificou os motivos.

Soldados Rasos

O embaixador declarou que as Fdlr não somente não se renderam e desmobilizaram de forma incondicional e total, mas continuam a recrutar  novos combatentes  para as suas fileiras.

O Conselho observa a entrega de cerca de 300 elementos rebeldes do grupo em 2014, mas destaca que são principalmente ex-soldados rasos e idade e combatentes não essenciais. A conclusão é que as entregas não bastam para acabar com a ameaça do grupo e está longe de representar a sua desimobilização plena.

Regras

O Conselho declarou ter tomado conhecimento da convocação do encontro a ser realizado a 15 a 16 deste mês, em Luanda, envolvendo líderes da Cirgl e da Sadc.

O órgão assinalou que as operações militares na RD Congo  devem ser  levadas a cabo observando as regras do Direitos internacional Humanitário. As ações são consideradas uma componente critica e necessária de apoio a civis no país e na região dos Grandes Lagos.

O órgão disse estar disposto a considerar sanções contra apoiantes dos Fdlr.

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