PMA forçado a reduzir ajuda a cerca de 150 mil refugiados no Uganda

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Corte devido ao financiamento insuficiente começou na terça-feira; sem a redução, a agência diz que ficaria sem estoques de alimentos para todos os refugiados no país a partir de abril.

Camião do PMA. Foto: PMA

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Desde terça-feira, quase 150 mil refugiados que vivem no Uganda estão a receber rações reduzidas do Programa Mundial de Alimentação, PMA.

O corte foi resultado de financiamento insuficiente. Segundo a agência, esta luta para levantar US$ 30 milhões adicionais para as suas operações no país africano para os próximos seis meses.

Afectados

Foram afectadas as pessoas que chegaram ao país antes de julho de 2013, que correspondem a quase metade de todos os refugiados a receber assistência alimentar do PMA no país.

O grupo não inclui 138 mil refugiados que fugiram do Sudão do Sul desde o início dos confrontos em dezembro de 2013. Também foram isentos elementos extremamente vulneráveis identificados pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur.

Sem a redução, o PMA ficaria sem estoques de alimentos para todos os refugiados em Uganda a partir de abril. O último corte no montante para comida dada a refugiados no país ocorreu entre janeiro e março do ano passado.

Último Recurso

Segundo a diretora da agência no país, Alice Martin-Daihirou, reduzir rações é um "último recurso" para garantir que o órgão possa "continuar a fornecer apoio para salvar as vidas dos refugiados mais vulneráveis".  Ela afirmou ainda que o PMA "precisa urgentemente de mais financiamento para restaurar a assistência completa às pessoas que não têm recursos para alimentação no Uganda".

Os refugiados foram notificados através de sessões informativas apoiadas pelo Acnur, PMA e o governo.

O PMA precisa de US$ 7,6 milhões mensais para apoiar cerca de 383 mil refugiados este ano. O fluxo de deslocados sul-sudaneses nos últimos 13 meses triplicou o requisito mensal de financiamento.

Em 2014, o PMA recebeu apoio da Comissão Europeia, dos Estados Unidos, da França, do Fundo Central de Resposta de Emergências da ONU, do Japão, da Organização de Países Exportadores de Petróleo, Opep, e do Reino Unido.

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