Paris: chefe da Unesco destaca pedido de ação na marcha de solidariedade

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Evento juntou 1 milhão de pessoas incluindo cerca de 50 líderes mundiais em solidariedade às vítimas dos atentados na capital francesa; Irina Bokova quer mais ferramentas para permitir que jovens resistam a manipulações.

Líderes em desfile juntou ao presidente francês.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A diretora-geral da Unesco participou, este domingo, na marcha da unidade em Paris que foi marcada pela junção de cerca de 50 líderes mundiais em solidariedade às vítimas dos atentados dos últimos dias na capital francesa.

Agências de notícias disseram que mais de 1 milhão de pessoas participaram no evento. A maioria gritava com cartazes e imagens sobre o ataque de quarta-feira à redação da revista satírica Charlie Hebdo, no qual doze pessoas morreram.

Marcha

O desfile juntou ao  presidente francês, François Hollande, o primeiro-ministro israelita Benjamim Netanyahu, o presidente da autoridade palestiniana Mahmoud Abbas.

O primeiro-ministro português Pedro Passos Coelho também marchou, ao lado da chanceler alemã Angela Merkel e os chefes do governo britânico David Cameron, o italiano Matteo Renzi e o espanhol Mariano Rajoy. De África estiveram os presidentes do Mali, do Níger e do Gabão.

Solidariedade

Em nota, emitida por ocasião do evento, Irina Bokova pediu mais ação além das manifestações de condolências e de solidariedade.

A marcha segue-se às 17 mortes ocorridas em três dias, que culminaram com o abate pela polícia de Amedy Coulibaly. Ele tomou de assalto um supermercado judaico e sequestrou cerca de duas dezenas de clientes e funcionários na sexta-feira.

Violência

Bokova classificou de criminoso, antissemita e com horrenda violência o ataque da Avenida Porte de Vincennes na sequência de ações nas cidades de Toulouse e Bruxelas. Ela lembrou que nos últimos dias, ocorreram ataques indescritíveis contra lugares de culto, com mesquitas profanadas.

A chefe da agência da ONU destacou que terroristas tentam dividir a sociedade e colocar comunidades uma contra as outras, o que defende que seja evitado a todo custo. Ela disse que, no evento, representou as Nações Unidas, movida pelo espírito de solidariedade

Agência promete continuar o apoio e a promoção da liberdade de expressão e de imprensa além da luta pela segurança dos jornalistas e contra a impunidade.

Bokova que que seja reforçado o trabalho na educação, na promoção do diálogo e do entendimento entre culturas e religiões.

Medo

Para ela, a violência fanática reflete uma perversão da mente do seu autor, que pode “paralisar o pensamento das suas vítimas, espalhando o medo, bloqueando todo o raciocínio e facilitando assimilações simplistas”.

Bokova quer que a resposta seja alargar ferramentas que permitam que jovens resistam a tais manipulações, numa altura em que considera que a violência sectária “espalha-se através de discurso de ódio, de mentiras e manipulação da religião.”

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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