ONU presta tributo a funcionários mortos em serviço e a vítimas no Haiti

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Foram 100 perdas de vida entre outubro de 2013 e novembro de 2014; cerimônia em Nova York também lembrou 102 pessoas que morreram no terremoto do Haiti, há cinco anos, incluindo o vice-chefe da Missão, o brasileiro Luiz Carlos da Costa.

Ban durante cerimônia na sede da ONU em Nova York. Foto: Reprodução

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas realizaram na manhã desta quinta-feira um tributo aos funcionários mortos em serviço.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, discursou no evento lembrando 100 pessoas perderam a vida entre outubro de 2013 e novembro de 2014.

Desastres

Ban lembrou que os funcionários sacrificaram suas vidas enquanto serviam à causa da paz, do desenvolvimento e dos direitos humanos. O chefe da ONU disse ainda que alguns foram alvejados deliberadamente, outros mortos enquanto protegiam civis e vários funcionários sucumbiram a acidentes ou desastres naturais.

Mas para a organização, todos morreram enquanto exerciam suas funções em condições difíceis e perigosas.

No ano passado, um voluntário da ONU do Sudão que cuidava de pacientes de ebola em Serra Leoa morreu após contrair o vírus. Um atentado em Cabul, capitão do Afeganistão, tirou a vida de funcionários da ONU num restaurante da cidade. Mais duas pessoas foram alvejadas fatalmente quando desembarcavam no aeroporto de Galkayo na Somália.

Minuto de silêncio

A cerimônia também lembrou os 102 integrantes da Missão da ONU no Haiti, Minustah, mortos no terremoto que atingiu o país em 12 de janeiro de 2010. Entre as vítimas estava o vice-chefe da Missão, o brasileiro Luiz Carlos da Costa.

Ban pediu um minuto de silêncio em respeito a todos.

Maior homenagem

Ele encerrou dizendo que os ataques contra o pessoal da ONU estão cada vez mais frequentes. Especialmente os trabalhadores humanitários e de forças de paz que não fazem nada mais a não ser ajudar a quem está vivendo em crise.

O chefe da ONU destacou a coragem dos funcionários que vivem sob fogo cruzado e atuam em crises humanitárias no Iraque, na Síria, no Mali, na Ucrânia, entre outros países.

Para Ban, a maior homenagem que as Nações Unidas podem prestar aos colegas mortos é a continuidade do trabalho, das operações e da prestação de ajuda, onde quer que ela seja necessária.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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