OMS diz que mundo foi lento para identificar gravidade do surto de ebola

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Diretora-geral da agência da ONU afirmou que epidemia no oeste da África é a maior, a mais severa e a mais complexa da história; Margaret Chan declarou que “nunca mais o mundo deve ser pego de surpresa, despreparado”.

Diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan. Foto OMS.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, afirmou este domingo que “o mundo, incluindo a própria OMS, demorou muito para ver o que estava acontecendo em relação ao surto de ebola”.

A declaração foi feita em Genebra durante uma sessão especial do Conselho Executivo da OMS sobre a epidemia.

Surpresa

Segundo Chan, o surto em partes do oeste da África é o maior, mais duradouro, mais severo e mais complexo em quase 40 anos de história da doença.

Chan pediu a comunidade internacional que transforme a crise do ebola em uma oportunidade para criar um forte sistema para defender a segurança global de saúde.

A chefe da OMS deixou claro que “nunca mais o mundo deve ser pego de surpresa, despreparado” para enfrentar emergências de saúde.

Ela afirmou que a tragédia ensinou várias lições sobre como prevenir e evitar situações como esta no futuro.

Programas

Chan citou que os casos estão diminuindo nos três principais países atingidos pela doença, Guiné, Libéria e Serra Leoa. Mas alertou que para se atingir “zero caso” de infecções é preciso manter a guarda.

A diretora da OMS disse que é necessário fortalecer os programas nacionais e internacionais de preparação e resposta de emergência. Além disso, é preciso lidar com a forma como os novos remédios chegam ao mercado e reforçar a maneira como a Organização Mundial da Saúde opera durante emergências.

Em 2010, um relatório preparado por uma comissão especial para avaliar a resposta à pandemia de influenza no ano anterior, alertou que o mundo estava muito mal preparado para combater o problema ou a qualquer outra ameaça global de saúde pública.

A comissão disse, na época, que a OMS respondeu bem a surtos que aconteceram em áreas geográficas específicas e de curta duração. Mas a agência da ONU, segundo os especialistas, não tinha os sistemas e a capacidade de responder a uma emergência de saúde severa e prolongada.

Segundo o último boletim da OMS sobre o surto de ebola, até agora foram registrados quase 22 mil casos da doença em nove países com 8641 mortes.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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