Nigéria: Escritório de Direitos Humanos quer investigação de mortes em Baga

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Entidade quer que sejam conhecidos fatos sobre os assassinatos e que os responsáveis prestem contas; crianças e idosos são motivos de preocupação.

Conselho de Direitos Humanos. Foto: ONU

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Escritório da ONU para os Direitos Humanos instou às autoridades da Nigéria a redobrar  esforços para “criar condições com vista a uma investigação eficaz” dos incidentes que culminaram com a morte de centenas no nordeste do país.

A entidade defende que seja feita a verificação em nota lançada esta terça-feira, na qual realça que devem ser estabelecidos fatos em torno dos assassinatos e responsabilizar os seus autores.

Incidentes

Sobre o número de mortos na cidade de Baga, agências de notícias citam autoridades a declarar que não ultrapassa 150, após relatos anteriores dando conta de cerca de 2 mil. O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, declarou que pelo menos 200 crianças, mulheres e civis perderam a vida somente na área.

O escritório lançou um apelo urgente para que o governo nigeriano possa agir rapidamente para restaurar a lei e a ordem depois dos ataques. O pedido é que as autoridades garantam  que as operações de segurança são realizadas obedecendo o Direito Internacional e respeitando os direitos humanos.

Milícias

O escritório deplora o que chama de “ataque traiçoeiro contra civis”  em Baga, destacando que as milícias operam na área desde 3 de janeiro. Após sublinhar que não há clareza sobre os detalhes,  o comunicado diz haver certeza de que os assassinatos e deslocamentos em massa aconteceram.

O pronunciamento frisa que ataques direcionados a civis são claramente proibidos pelo Direito Internacional, ao expressar a preocupação do escritorio com as crianças e os idosos que estavam entre as vítimas.

Crianças

O escritório manifesta choque com assassinatos ocorridos em mercados da cidade de Maidugiri, também no Estado de Borno, e em Potiskum, no Estado de Yobe. A nota aponta o uso de meninas e a possibilidade de uma menina de 10 anos também ter sido forçada a realizar um ataque.

De acordo com a nota, o uso de uma criança para detonar uma bomba não é apenas moralmente repugnante mas é uma “forma flagrante de exploração infantil ao abrigo do Direito Internacional”.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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