Grupo armado deve libertar 3 mil crianças no Sudão do Sul

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Anúncio foi feito pelo Unicef esta terça-feira; primeira etapa realizada com 280 menores no estado de Jonglei, no leste do país africano; em nota separada, Missão da ONU no país condena assassinato de 11 civis, incluindo cinco jornalistas.

Foto: ONU//Tobin Jones

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância informou que ajudou a libertar 280 crianças que estavam em poder de um grupo armado no estado de Jonglei, no Sudão do Sul. A iniciativa, realizada esta terça-feira, é parte de um acordo que deve colocar até 3 mil crianças em liberdade, segundo o Unicef.

Em comunicado, o Unicef afirmou que o retorno dos menores se dará gradualmente. Se completada, será a maior mobilização de crianças libertadas no Sudão do Sul. As vítimas têm entre 11 e 17 anos e foram recrutadas pelo Exército Democrático do Sudão do Sul, Facção Cobra, que é comandada por David Yau Yau.

Fevereiro

A libertação ocorreu na cidade de Gumuruk, no leste da nação africana. A próxima etapa será em fevereiro. Algumas crianças estão em combates há quatro anos, muitas jamais frequentaram a escola. No ano passado, 12 mil menores, a maioria rapazes, foram usados como crianças-soldado por grupos armados e outras facções sul-sudanesas.

As crianças entregaram seus uniformes e armas numa cerimônia da qual participaram a Comissão de Desarmamento Nacional do Sudão do Sul, a Facção Cobra, e que contou com o apoio do Unicef. Elas receberão agora acompanhamento psicológico, alimentos, roupas e proteção, além de programas para educação e treinamento.

Por causa do conflito, desde 2013, mais de 1 milhão de crianças foram forçadas a fugir de suas casas. O Unicef está a ser apoiado financeiramente pela empresa sueca de móveis Ikea para realizar o retorno das crianças. Outros doadores europeus são os governos da Alemanha e do Reino Unido.

Emboscada e jornalistas

Em uma nota separada, a Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, Unmiss, condenou o assassinato de 11 civis, incluindo cinco jornalistas, numa emboscada na estrada que vai para Raja, no estado de El Ghazal Bahr Ocidental.

O ataque ocorreu no domingo, quando homens armados abriram fogo contra um comboio que transportava ainda uma autoridade local. Foi o segundo atentado em forma de emboscada em menos de duas semanas no Sudão do Sul.

A Unmiss quer que as autoridades sul-sudanesas investiguem o crime e punam os culpados.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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