Em menos de um ano, mais de 5 mil pessoas foram mortas na Ucrânia

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Escalada do conflito em janeiro fez número de vítimas aumentar para média de 29 mortes por dia, segundo Escritório de Direitos Humanos da ONU; Conselho de Segurança condena ataque contra ponto de ônibus.

Ciclistas passam por um prédio residencial destruído, na região de Donetsk. Foto: Acnur/I.Zimova

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Mais de 5 mil pessoas foram mortas na Ucrânia desde o início do conflito, em meados de abril. O total de feridos chega a quase 11 mil.  Os números foram apresentados pelo Escritório de Direitos Humanos da ONU esta sexta-feira, alertando para o aumento das hostilidades desde a semana passada.

Em apenas nove dias, pelo menos 262 pessoas morreram, uma média de 29 mortes por dia. Mas o Escritório de Direitos Humanos acredita que os números reais podem ser até maiores.

Ataque

Além dos conflitos intensos na região de Donetsk, principalmente na área do aeroporto, onde tanques e artilharia pesada estariam sendo usados por forças do governo e da oposição, a violência também foi registrada em várias cidades de Luhansk.

O Escritório de Direitos Humanos cita o ataque ocorrido na quinta-feira, contra um ponto de ônibus num distrito de Donetsk, numa ação que matou pelo menos 15 civis e feriu outros 20.

O ataque foi condenado, nos termos mais fortes, pelo Conselho de Segurança. O órgão pede investigação objetiva sobre o que considera ter sido um "ato repreensível", para que se descubram os responsáveis e os leve à justiça.

Acordo

O Conselho de Segurança volta a destacar a necessidade da implementação completa do Protocolo de Minsk, firmado em setembro, que previa um cessar-fogo. O Escritório de Direitos Humanos também defende o cumprimento do acordo e afirma estar preocupado com a presença de combatentes estrangeiros no leste da Ucrânia.

Nas áreas controladas por grupos armados, há restrição de movimento, com os viajantes tendo que apresentar um passe especial ou provar documentos que justifiquem a necessidade da viagem. Para o escritório da ONU, são limitações muito preocupantes, opinião compartilhada pelo Alto Comissariado para Refugiados, Acnur.

Refúgio

A agência da ONU confirma que estão sendo exigidos documentos em alguns pontos do leste da Ucrânia, o que dificulta o esforço das agências humanitárias em fornecer ajuda à população.

Desde o final de dezembro, o Acnur conseguiu entregar alguns itens em Donetsk, incluindo cobertores, jaquetas e lonas para ajudar nos reparos de janelas e das coberturas de casas.

Citando estimativas do governo ucraniano, o Acnur informa que o número de deslocados internos pode variar entre 659 mil e 921 mil. Já o total de ucranianos que buscaram refúgio em outras nações também aumentou: 245 mil cidadãos pediram proteção internacional para a Rússia e um número igual se candidatou para ter cidadania ou residência.

Outros milhares de ucranianos buscaram refúgio em Belarus, Moldova e na União Europeia.

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