Ebola deve custar US$ 1,6 bilhão em 2015 aos países mais atingidos

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Cálculo está em novo relatório do Banco Mundial divulgado nesta terça-feira; documento diz que surto vai continuar afetando as economias de Guiné, Libéria e Serra Leoa mesmo com sinais de desaceleração de casos.

Países mais afetados devem perder 12% do seu PIB. Foto: Unmeer/Pierre Peron

Eleutério Guevane e Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.*

O Banco Mundial calcula que os três países mais atingidos pelo ebola devem perder pelo menos US$ 1,6 bilhão no seu crescimento econômico em 2015 devido à epidemia. O valor é equivalente a cerca de R$ 4,2 bilhões.

Um relatório, divulgado esta terça-feira, destaca que o surto vai continuar paralisando as economias da Guiné, da Libéria e de Serra Leoa mesmo com sinais significativos da desaceleração dos casos.

Impacto Econômico

O documento destaca que a África Subsaariana deve perder no mínimo US$ 500 milhões, com a estimativa mais pessimista em torno de US$ 6,2 bilhões.

Em entrevista à Rádio ONU, de Washington, o economista-chefe do Banco Mundial para África, Francisco Ferreira, disse que o impacto econômico do ebola vai continuar reduzindo o crescimento dos países mais afetados.

“Para aqueles três países centrais é de fato uma situação muito, muito séria. Eles precisam de muita atenção e apoio da comunidade internacional. Quanto às perdas mais baixas no resto do continente, com qualquer relaxamento elas se manteriam se a comunidade internacional e esses países mantiverem a sua guarda e a ênfase na proteção e nas políticas, que até agora têm sido bem-sucedidas.”

Turismo

O economista, que preparou o estudo, disse que as áreas do turismo e viagens seriam as mais atingidas. A Guiné, a Libéria e a Serra Leoa devem perder até 12% do seu Produto Interno Bruto, PIB, em 2015 devido ao surto.

Políticas e comportamentos de resposta contribuíram para baixar o risco de propagação para outros países. As estimativas de perdas, em baixa, também devem-se às medidas de contenção rápidas e eficazes tomadas no Mali, na Nigéria e no Senegal, declarados livres do ebola.

As melhorias na saúde pública incluem enterros seguros, detecção precoce de casos, aumento de profissionais e de instalações de tratamento, campanhas de conscientização e rastreamento das pessoas que tiveram contato com infectados.

Custos Menores

O Banco Mundial destaca que tanto a possibilidade de propagação da doença como os custos econômicos associados a ela fora dos três países mais afetados são agora muito menores do que em cálculos anteriores.

Em outubro, uma análise econômica do órgão havia indicado que a África Ocidental poderia perder US$ 25 bilhões em 2015, o equivalente a R$ 65,5 bilhões.

Investidores

Em 2014, o crescimento de Serra Leoa caiu de 11,3%, em previsões feitas antes da crise, para 4%. O impacto fiscal global nos três países mais atingidos pelo ebola superou meio bilhão de dólares, ou quase 5% do seu PIB combinado.

Investidores estão com receio de fazer aplicações nestes países, o que diminui ainda mais as estimativas de crescimento. As previsões são de 3% na Libéria e retração de 0,2% na Guiné e de 2% em Serra Leoa.

*Apresentação: Edgard Júnior.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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