"Cortes" do Isil estabelecem punições "desumanas"

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Segundo Escritório de Direitos Humanos, grupo postou fotos de dois homens sendo crucificados e de uma mulher sendo apedrejada até a morte; para ONU, são exemplos de "desprezo monstruoso pela vida humana".

Civis no Iraque. Foto: OCHA/Iason Athanasiadis

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, estabeleceu "cortes sharia" em territórios sob seu controle, que segundo o Escritório de Direitos Humanos da ONU, são "ilegais e estabelecem punições cruéis e desumanas".

Entre os acusados, estão indivíduos que teriam violado as interpretações das leis sharia ou suspeitos de deslealdade ao grupo extremista. O escritório da ONU cita fotos postadas na internet pelo Isil, na semana passada, de dois homens sendo crucificados e mortos com tiros.

Crueldade

Também foram publicadas fotos de uma mulher apedrejada até a morte, acusada de ter cometido adultério. Outros dois homens foram jogados do topo de um edifício no Iraque, acusados por essa "corte" de Mossul de serem homossexuais.

Para as Nações Unidas, são exemplos terríveis "do tipo de desprezo monstruoso pela vida humana, característico do reinado de terror imposto pelo Isil em áreas controladas pelo grupo no Iraque".

O Escritório de Direitos Humanos recebeu outros relatos de mulheres executadas pelo Isil em Mossul, após sentenças estabelecidas pelas "cortes sharia".

Advogadas e Médicos

Mulheres com bom nível de educação, em especial as que já foram candidatas a cargos políticos, são as que estariam especialmente em risco. Somente nas duas primeiras semanas do ano, relatos indicam que três advogadas foram executadas.

Entre outras vítimas, estão civis suspeitos de violar as regras do Estado Islâmico ou de apoiar o governo do Iraque. Quatro médicos foram assassinados em Mossul, depois de se negarem a tratar combatentes do Isil.

No primeiro dia do ano, o grupo confirmou a execução de 15 civis de uma tribo sunita árabe em Falluja, sob suspeita de cooperação com as Forças de Segurança Iraquianas.

Conselho

Já em 9 de janeiro, o Isil executou 14 homens numa praça pública em Dour, por terem se recusado a jurar lealdade ao grupo. O Escritório de Direitos Humanos da ONU continua documentando tais abusos e violações e irá apresentar, em março, um relatório ao Conselho de Direitos Humanos.

Nesta terça-feira, agências de notícias divulgam a informação de que o Isil ameaça executar dois civis japoneses, caso não seja pago um resgate de US$ 200 milhões.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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