Conselho de Segurança pede maior envolvimento no diálogo líbio após ataque

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Agências de notícias informaram que cinco estrangeiros estavam entre os nove mortos após a invasão do Hotel Corinthia em Trípoli; ronda de negociações entre as partes em conflito encerrou esta terça-feira em Genebra.

Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/JC McIlwaine

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança condenou “nos termos mais fortes o ataque terrorista” ao Hotel Corinthia na capital líbia, Trípoli, ocorrido na terça-feira.

Em nota, o órgão instou todas as partes ao envolvimento construtivo nos esforços para a retomada do processo político inclusivo com vista a abordar os desafios políticos e de segurança que o país enfrenta.

Estrangeiros

Agências de notícias informaram que pelo menos nove pessoas morreram, incluindo cinco estrangeiros, após a invasão do local por homens armados que abriram fogo na área de receção. Um carro armadilhado explodiu nas proximidades do local.

De acordo com os relatos, o hotel é frequentado por diplomatas estrangeiros além de funcionários do governo e de empresas estrangeiras. Foram igualmente realizadas sessões organizadas pela Missão das Nações Unidas na Líbia, Unsmil.

Feridos

Em nota, os membros do Conselho de Segurança expressaram condolências às famílias das “vítimas do ato hediondo” e desejam uma rápida recuperação aos feridos.

Os integrantes do órgão reafirmam ainda que o terrorismo, em todas suas formas e manifestações, constitui uma das mais graves ameaças à paz e à segurança internacionais.  A nota realça que quaisquer atos de terrorismo são criminosos e injustificáveis “independentemente da  motivação, de onde, de quando e de quem os cometeu”.

Os membros do Conselho de Segurança reiteraram a sua determinação em combater todas as formas de terrorismo, conforme as suas responsabilidades nos termos da Carta das Nações Unidas.

Diálogo em Genebra

A nota termina com a reafirmação do total apoio do órgão ao representante especial do secretário-geral, Bernardino León, que está à frente do diálogo que envolve as partes do conflito no país.

Na ronda terminada esta terça-feira, as partes sublinham que as discussões decorreram numa atmosfera positiva “que reflete o sentido de responsabilidade nacional e a determinação sincera de encontrar soluções para o fim do conflito.”

A Unsmil destaca que entre as questões abordadas estiveram a formação de um governo de unidade nacional consensual para garantir a unidade do país e as instituições do Estado. As discussões incluíram o mandato, o programa do governo, o processo de tomada de decisão e os critérios para a seleção dos seus membros.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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