Conflitos intensificam-se na República Centro-Africana, alerta Ocha

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Milhares de pessoas estão a ser deslocadas com continuação de combates em oito localidades do país; a maioria da população está a abrigar-se em áreas de florestas.

Mulheres centro-africanas deslocadas. Foto: Ocha/G. Cortes

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Escritório das Nações Unidas para Assistência Humanitária, Ocha, informou que milhares de pessoas tornaram-se deslocadas com a intensificação dos combates na República Centro-Africana.

Em pelo menos oito localidades do país, os confrontos estão a causar perda de vidas.  Em Mbres, 11 pessoas foram mortas em violência entre comunidades. Mais de 90%  dos deslocados estão a ser abrigados em Yaloké. O apelo humanitário feito o ano passado só recebeu até agora 68% de resposta.

Ciclo

O Plano de Resposta Estratégica requer para este ano US$ 623 milhões com vista a levar assistência humanitária a 2 milhões dos 2,7 milhões de pessoas em  situação de emergência no país.

O novo ciclo de violência regista-se em toda a República Centro-Africana. Agências humanitárias querem chegar aos que precisam antes da estação de chuvas, prevista para maio.

Num dos incidentes recentes, a 21 de dezembro, entre pastores Peuhl e elementos anti-Balaka, 10 pessoas perderam a vida e dezenas ficaram feridas na aldeia de Nola, no sudoeste do país africano próximo da fronteira com Camarões. O ataque ocorreu três dias após outras 11 pessoas terem morrido em confrontos entre membros anti-Balaka (de maioria cristã) de grupos armados ex-Seleka (cuja grande parte é islâmica) em Mbres.

Atividades

Autoridades da República Centro-Africana informam que existem aproximadamente 438.538 deslocados internos. Deste total, mais de 51 mil estão espalhados por 34 sítios em Bangui, capital do país.

Com a ajuda recebida, mais de 37 mil crianças puderam ser beneficiadas com projetos de proteção e ensino. Entre as atividades estão aulas de francês e matemática, apoio psicológico e formação de primeiros socorros. Mais de 600 professores também estão a receber treinamento em assistência psicológica para auxiliar crianças traumatizadas pelo conflito.

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, distribui merendas escolares a milhares de crianças, mas a insegurança nas principais vias e a falta de infraestrutura tem dificultado o trabalho das agências.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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