Chefe de Operações de Paz da ONU diz que Mali está em "momento crucial"

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Segundo Hervé Ladsous, "nenhuma missão foi tão cara em termos de sangue" como a Minusma; ele falou ao Conselho de Segurança nesta terça-feira.

Hervé Ladsous no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O subsecretário-geral da ONU para Operações de Paz afirmou que o progresso no processo político no Mali nos úlltimos três meses tem sido "modesto".

Apesar de negociações em Argel que marcaram a primeira ocasião em que o governo e grupos armados conversaram diretamente, os confrontos continuam.

Momento Crucial

Hervé Ladsous falou ao Conselho de Segurança nesta terça-feira e afirmou que o processo de paz no Mali está em "momento crucial". Ele apelou a todos os envolvidos que resolvam questões pendentes na nova rodada de negociações marcada para fevereiro.

Segundo ele é preciso haver "liderança" e "vontade de chegar a um acordo".

Minusma

O subsecretário-geral declarou que a situação no terreno permanece "difícil" e que forças da Missão das Nações Unidas no Mali, Minusma, foram enviadas em resposta à viôlencia.

Ele mencionou que "nenhuma Missão foi tão cara em termos de sangue". Um total de 33 soldados da Minusma foram mortos e 109 feridos. Ladsous afirmou que os capacetes azuis da Missão enfrentam ataques quase diários.

O chefe de Operações de Paz da ONU pediu a todos os envolvidos que respeitem o cessar-fogo e mostrem boa fé tanto no terreno quanto na mesa de negociações em Argel.

Diálogo

O Conselho de Segurança criou a Minusma em 2013 para apoiar os processos políticos no Mali e realizar tarefas relacionas à segurança.

Uma das ações pedidas à Missão foi apoiar as autoridades transitórias na estabilização do país e implementação de um plano de transição.

Em junho de 2014, o Conselho adotou uma resolução a decidir que a Missão deveria concentrar-se em garantir a segurança, estabilização e proteção de civis além de apoiar o diálogo político nacional e reconciliação.

Raízes

Hervé Ladsous disse que a crise no Mali tem persistido há 50 anos em grande parte porque sua raízes nunca foram abordadas. Segundo ele, isto criou um "terreno fértil para o terrorismo e crime transnacional" e seria vital enfrentar as causas do conflito.

O envolvimento direto da comunidade internacional, especificamente da ONU, tornou possível o restabelecimento do Estado maliano e a criação de soluções duradouras.

De acordo com Ladsous, o plano de implementação seria vital para a credibilidade do cessar-fogo e a Minusma apoiaria sua realização.

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