Ban Ki-moon presta tributo as 200 mil vítimas do terremoto no Haiti

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Desastre natural atingiu o país há exatos cinco anos, 102 funcionários da ONU morreram; Conselho de Segurança anuncia visita à ilha caribenha; comandante da Minustah avalia que país está melhor preparado para enfrentar desastres.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Para marcar os cinco anos do terremoto que arrasou o Haiti, o secretário-geral das Nações Unidas prestou tributo esta segunda-feira as mais de 200 mil pessoas que morreram na tragédia, incluindo 102 funcionários da ONU.

Ban Ki-moon declarou honrar a memória "de filhas e filhos, pais e mães, amigos e pessoas queridas que perderam a vida". O chefe da ONU disse também ser um dia para prestar homenagem aos sobreviventes, cuja resiliência e compromisso são fonte de inspiração para o mundo", segundo Ban.

Lembranças

O secretário-geral afirmou lembrar nitidamente o sofrimento das pessoas e a destruição causada pelo terremoto quando visitou a ilha logo após a catástrofe, em janeiro de 2010.

Ban Ki-moon disse que hoje é um dia para celebrar as contribuições prestadas pelos funcionários da ONU que morreram na tragédia e agradecer seus sacrifícios. O brasileiro Luiz Carlos da Costa, que era vice-chefe da Missão da ONU no Haiti, Minustah, foi uma das vítimas.

Reconstrução

A recuperação do país não tem sido fácil, na avaliação do secretário-geral da ONU. Ban Ki-moon lembra que muito precisa ser feito para garantir segurança política, estabilidade institucional e governança democrática.

A Rádio ONU ouviu o comandante das tropas da Minustah, que falou direto da capital Porto Príncipe. O general José Luís Jaborandy Júnior explicou que as tropas da ONU continuam trabalhando pela reconstrução do país.

"O povo e as instituições haitianas, devidamente apoiados pela comunidade internacional por intermédio da presença da ONU aqui; o país, a infraestrutura do país e a sua massa crítica estão mais preparados para enfrentar desastres naturais. Não digo da magnitude do terremoto de 2010, porque os efeitos são tão avassaladores que é difícil evitar tragédias, mas têm condições de se preparar melhor para uma situação parecida com aquela vivida em 2010."

Apoio

Também esta segunda-feira, o Conselho de Segurança anunciou que fará uma visita ao Haiti entre os dias 23 e 25 de janeiro. Delegações dos países que integram o órgão, lideradas pelo Chile e pelos Estados Unidos, irão avaliar a situação política e a segurança da ilha.

Com a missão, o Conselho de Segurança busca reafirmar seu apoio ao povo haitiano, ao governo e ao diálogo político no país.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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