Ban diz que ONU abrirá 1º Escritório de Direitos Humanos em Honduras

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Secretário-geral pediu ao Congresso Nacional que lute contra a pobreza, a desigualdade e a insegurança no país; ele disse que dois-terços dos hondurenhos vivem abaixo da linha da pobreza e apenas 30% dos jovens completam o ensino médio.

Ban Ki-moon em visita às Honduras. Foto: ONU/Evan Schneider

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou, esta quarta-feira à noite, que as Nações Unidas vão abrir o primeiro Escritório de Direitos Humanos em Honduras.

Durante visita oficial ao país, Ban pediu ao Congresso Nacional que adote medidas para combater a pobreza, a desigualdade e a insegurança e busque um desenvolvimento sustentável.

Transformação

O chefe da ONU disse aos congressistas que eles podem transformar aspirações em políticas de governo e como líderes, são responsáveis pelos resultados.

Ban afirmou que 2015 será um ano de transformação, indo desde o prazo final para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, ODMs, até o acordo universal sobre o clima, que deve ser firmado em dezembro, em Paris, e o aniversário de 70 anos da ONU.

O secretário-geral lembrou que Honduras superou recentemente "uma turbulência política" e alcançou progressos em relação às Metas do Milênio. Mas segundo ele, a pobreza, a desigualdade, a violência gerada por gangues, a insegurança e a impunidade continuam sendo grandes obstáculos ao avanço do país.

Ban afirmou que dois-terços dos hondurenhos vivem abaixo da linha da pobreza e apenas 30% dos jovens completam o ensino médio. Honduras está entre os países mais vulneráveis a desastres naturais e aos impactos causados pela mudança climática.

Abusos e Exploração

O secretário-geral disse que as oportunidades para se conseguir um bom emprego são muito poucas e acabam levando milhares de pessoas a deixar o país em direção aos Estados Unidos, numa jornada em que acabam ficando expostas a abusos e exploração.

Ban afirmou que "a população hondurenha está sofrendo com o aumento da violência causada por organizações criminosas transnacionais e pelos carteis de drogas.

Ele pediu ao governo hondurenho que cumpra com suas responsabilidades ao aumentar a integração regional, combater a pobreza, a desigualdade e a insegurança e reforçar os direitos humanos.

Em relação à violência, Ban citou os esforços das autoridades que conseguiram reduzir a taxa de homicídio no país de 86 para 66 assassinatos para cada 100 mil habitantes, nos últimos dois anos.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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