Ban afirmou que não há espaço para complacência na luta contra ebola

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Em pronunciamento na Assembleia Geral, Secretário-geral e chefe da Unmeer falaram sobre os progressos alcançados no combate à doença; Ban Ki-moon e Ismail Cheikh Ahmed pedem mais esforços para vencer o surto.

Foto: Unmil/Emmanuel Tobey

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o chefe da Missão para Resposta de Emergência ao Ebola, Unmeer, Ismail Cheikh Ahmed, pediram mais esforços para derrotar a doença na África Ocidental.

Em pronunciamento na Assembleia Geral, Ban afirmou que "não há espaço para complacência" nessa luta.

Progressos

Ao relatar os progressos alcançados no combate ao vírus aos países-membros, Ban disse que a forte liderança nacional combinada com o engajamento das comunidades locais está reduzindo a incidência de novos casos em várias regiões.

O secretário-geral explicou que a Libéria, que já foi o país mais afetado pela doença, tem visto os avanços mais dramáticos. Segundo ele, as operações de resposta das autoridades devem evoluir a ponto de lidar com os padrões mais dispersos do surto.

Ban fez novo apelo a todos os envolvidos nas ações, líderes nacionais e comunitários e Estados-membros que continuem engajados e empenhados nos esforços de resposta contra o ebola.

Para o chefe da ONU é crucial garantir que haja recursos suficientes para eliminar a doença e assegurar a recuperação da região.

Mais Esforços

Já o responsável pela Missão para Resposta de Emergência ao Ebola, deixou claro que são necessários mais esforços para acabar com o surto.

Na sua opinião, o processo deve reconhecer que os governos dos países estão no comando das operações e que a Unmeer está alí para facilitar as ações. Além disso, as comunidades locais devem adotar novos comportamentos e devem ser responsáveis pelas novas atitudes.

Finalmente, Ahmed disse que é necessária uma melhor coordenação entre todos os envolvidos no processo.

Ele citou alguns importantes desafios na resposta ao ebola. Segundo o chefe da Unmeer as autoridades devem fortalecer os esforços em mobilização social já que muitas comunidades ainda se recusam a aceitar a doença.

Atenção

Ahamed disse que eles devem ampliar a cooperação entre os países, incluindo um aumento da vigilância nos postos de fronteira.

O presidente da Assembleia Geral, Sam Kutesa, elogiou as operações de resposta por terem "alcançado avanços significativos" para reduzir a propagação da doença.

Mas, ao mesmo tempo, Kutesa alertou que os efeitos pós-surto ainda não foram totalmente superados. Segundo ele, é importante direcionar a atenção agora para os esforços de recuperação de longo prazo.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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