Aplicativo de telemóvel promete acelerar resposta ao ébola na Guiné Conacri

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Fundo de População da ONU, Unfpa está a treinar trabalhadores comunitários a usarem o sistema; programa compartilha, em tempo real, informação fundamental com especialistas em saúde.

Aplicativo de telemóvel ajuda no combate ao ébola. Foto: Unfpa

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Um aplicativo de telemóvel faz agora parte do arsenal de combate ao ébola na Guiné Conacri. O sistema está a ser utilizado em áreas do país com persistentes taxas altas de transmissão da doença. O programa está a ser usado para localizar pessoas que possam ter sido expostas ao vírus.

O Fundo de População da ONU, Unfpa, está a treinar trabalhadores comunitários para usarem o aplicativo. O sistema compartilha, em tempo real, informações "fundamentais" com especialistas em saúde nacionais e internacionais.

Contágio

Segundo a agência, o aplicativo promete acelerar a resposta ao surto. De acordo com números da Organização Mundial da Saúde, OMS, foram registados mais de 20 mil casos confirmados, prováveis e suspeitos de ébola até o final de 2014.

Os três países mais afectados são Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa. Foram mais de 8 mil mortes ao todo, sendo que apenas na Guiné Conacri, 1,7 mil pessoas morreram por causa da doença.

Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus assim que desenvolver os sintomas. Isto pode ocorrer em qualquer momento dentro do período de incubação de 21 dias.

Equipas têm como tarefa encontrar as pessoas que tenham tido contato com alguém contaminado com ébola e monitorá-las por todo o período de incubação.

Rapidez

Identificação rápida, isolamento e tratamento para os pacientes com ébola podem ajudar a reduzir a epidemia, segundo o Unfpa.

Durante as visitas às comunidades, os profissionais usam formulários de papel que são coletados e enviados a um órgão do Ministério da Saúde da Guiné Conacri.

Mas agora, com o aplicativo de telemóvel "CommCare é possível que as equipas relatem as suas observações em tempo real. O programa também auxilia na localização de áreas onde não há endereço formal.

O aplicativo está sendo utilizado através de uma parceria entre o Unfpa, o Earth Institute, da Universidade de Columbia, e a Unidade de Coordenação da Guiné Conacri, órgão do Ministério da Saúde do país que está a abordar a epidemia.

Restauração

De acordo com o Unfpa, com o tempo as habilidades do aplicativo podem ajudar a restaurar sistemas de saúde que foram arrasados pela epidemia. A tecnologia tem sido usada para coletar informação sobre diversos assuntos de saúde, incluindo mortalidade infantil e materna. O equipamento deve em seguida passar a ser utilizado na Serra Leoa.

Em meados de novembro, o Unfpa começou a treinar pessoas para usarem o aplicativo. Ao final de dezembro, a agência já havia treinado 158 na Guiné Conacri e mais de 2 mil contatos haviam sido registados.

Entre outras contribuições, além de oferecer apoio técnico, o Fundo já treinou milhares de pessoas nos três países mais afetados. Na semana passada, o Unfpa fez uma doação de mais de US$ 1 milhão em equipamento para apoiar o governo da Guiné Conacri no combate ao ébola. A ajuda incluiu kits para sobreviventes e mulheres grávidas e bicicletas e motocicletas para facilitar o rastreamento dos contatos.

*Apresentação: Denise Costa. Com reportagem de Mariama Siré Kaba.

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